Varejo: revisão de indicadores
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Varejo: revisão de indicadores

2018-10-15 01:30:00
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O comércio sempre tenta manter estimativas otimistas. Com a proximidade do Natal, a aposta é em recuperação nos próximos meses.

 

Os números, entretanto, não são tão bons quanto as estimativas. Em agosto, houve uma melhora no resultado nacional de 4,2%, registrada pelo IBGE. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) gostou do resultado e revisou de 4,3% para 4,5% a estimativa de crescimento do setor em 2018.

 

Essa foi a primeira revisão positiva do setor desde a greve dos caminhoneiros, ocorrida em maio. Na avaliação da entidade, os recursos do PIS/PASEP ajudaram nas vendas em agosto,injetando no consumo aproximadamente R$ 10,3 bilhões do total sacado nos meses de agosto e setembro. O desafio é manter esse ritmo até o final do ano, com a expectativa de pagamento do 13º salário.

 

A percepção é de que a economia e as contratações no mercado de trabalho permanecem em recuperação mais lenta do que a prevista. A tendência de queda nos juros até o fim do ano não consegue animar, já que as taxas reais para o consumidor permanecem nas alturas.

 

Pelos cálculos da CNC, o setor enfrentará dificuldades para sustentar o ritmo de crescimento, mesmo com a possibilidade de o varejo avançar em 2018 um pouco mais do que em 2017. A previsão é de uma melhora de 4% no ano.

Fortaleza 2

 

COMPLEXIDADE DOS ÍNDICES

 

A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE,incorpora os desempenhos dos segmentos automotivos e de materiais de construção. O indicador mostra a complexidade dos índices em agosto e a melhora também de vestuário, que cresceu 5,6%, e do comércio automotivo (5,4%). No último caso, vale lembrar a redução nas taxas de juros do financiamento de veículos.

 

Em Fortaleza, percebe-se outro fenômeno na área de veículos. Embora os revendedores reforcem que o maior volume de vendas está na área popular, 

a venda de carros de luxo também chama a atenção.

 

Um exemplo é o Mustang. Do último lançamento da marca, em abril, até agora foram vendidos 12 veículos, que custam uma média de R$ 300 mil cada um. Detalhe: normalmente pagos à vista.

 

Fortaleza 3

 

MELHORIAS PARA O NATAL DE LUZ

 

O presidente da CDL Fortaleza, Assis Cavalcante, reforça as melhorias feitas no Centro, que abriu algumas lojas no feriado. Os trabalhos agora são de aceleração de projetos para o Natal de Luz.

 

Relatório

 

AUMENTO DE GASTOS DO GOVERNO

 

O Relatório de Avaliação do Cumprimento das Metas Fiscais, relativo ao segundo quadrimestre de 2018, mostra o aumento dos gastos do governo. O documento, assinado pelo secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, e pelo secretário do Orçamento Federal, George Soares, estima elevação de R$ 8,8 bilhões nas despesas primárias e uma queda de R$ 1,3 bilhão na arrecadação líquida.

 

Ou seja: houve a ampliação de déficit do governo.

 

Exportações

 

REFLEXÃO NO MERCADO DE ROCHAS

 

As exportações de rochas ornamentais no período de janeiro a setembro continuaram caindo. A previsão é fechar 2018 com número próximo de US$ 950 milhões. Algumas pedras viraram moda, como os quartzitos, mas os empresários do setor acreditam na necessidade de uma reflexão e de um diagnóstico sobre o que está faltando para melhorar o mercado.

A saída, na avaliação de especialistas, passa por um trabalho conjunto entre empresas e universidades.

 

CRESCIMENTO DO COMÉRCIO POPULAR

[FOTO1] 

Diante da crise, o grande avanço percebido no varejo está no comércio popular e de descontos à vista. Em Fortaleza, isso é visível com a ampliação de galpões e shoppings no Centro, que apresentam preços competitivos.Há claramente uma migração de parte dos consumidores, que barganha preço e quer variedade.

 

Depois do Centro Fashion, que completa dois anos em abril e iniciou sua operação como um fenômeno em resultados, outros espaços ganharam força nas suas proximidades e o comércio de rua continua forte.

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