Inflação e juros mais baixos com um exército de endividados
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Inflação e juros mais baixos com um exército de endividados

2018-08-29 01:30:00

O economista Fábio Giambiagi, em um artigo publicado ontem, no O Globo, comentou sobre a construção de um novo Brasil, com inflação baixa e juros reais menores, cujas bas'es foram estabelecidas desde 1999, quando o Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou metas de inflação.

 

Desde 2017 há um processo de ampliação dessa meta (hoje em 4,5%) e de redução para patamares menores (previstos em 4,25% em 2019 e em 4% em 2020), como comenta Giambiagi. Essa trajetória prevê uma inflação de 3,75% para 2021.

 

Caso isso se confirme, o Brasil terá uma inflação semelhante à alcançada por vários países emergentes, com uma possibilidade de juros mais baixos. Esse seria um cenário bem diferente daquele encontrado por governos anteriores que tiveram de vencer o "dragão da inflação".

 

Essa visão de longo prazo talvez anime o comércio e a indústria a fazerem novos investimentos. O problema estaria realmente no endividamento público e privado, e no atual modelo capitalista, conduzido pelas finanças.

 

A questão não passa apenas pela organização financeira de cada um ou pelas elevadas taxas de desemprego, mas pela forma de condução do crédito. Esse é um ponto que deve ser considerado, como alertam alguns estudiosos, principalmente diante de um processo de financeirização global.

 

Estagflação

 

MENOS DOIS PROBLEMAS

Nossa demanda crescente de financiamento para qualquer tipo de compra, inclusive com a possibilidade de parcelamento do cartão, se transformou não apenas numa forma de acesso a bens de consumo, mas também de inovações no mercado. Há um processo de financeirização mundial.

 

Os pesquisadores Antonio Negri e Michael Hardt, no livro Declaração: isto não é um manifesto (2012), relatam que hoje é quase impossível viver sem contrair dívidas, como crédito para educação, imóvel ou carro. "Os empréstimos se tornaram o principal meio de satisfação das necessidades sociais".

 

Diante desse fato, a manutenção de inflação baixa e de juros baixos podem ser apenas dois problemas a menos.


DROGASIL

 

Mais sete lojas em Fortaleza

A rede de farmácias Drograsil inaugura hoje, na Avenida Barão de Studart, 1501, sua 16ª loja em Fortaleza. A empresa pretende abrir mais sete unidades e atingir a marca de 23 filiais na cidade. A rede tem inaugurado cerca de 20 lojas por mês em todo o Brasil e o Nordeste é uma das prioridades.

 

A gente pensa que vai vir o inevitável, e ocorre o inesperado”
Fernando Henrique Cardoso, expresidente da República

 

RÁDIO
O POVO Economia da Rádio OPOVO/CBN (95.5), a partir das 14 horas. Destaque para o quadro “Sobe e desce da economia”, com o jornalista Nazareno Albuquerque.

 

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TV
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Mapeamento 1

 

NORDESTE EMPREENDEDOR

Mapeamento realizado pela plataforma financeira Simplic revela que um em cada quatro pedidos de crédito online no Brasil, no primeiro semestre, foi feito para investir em novos negócios no Nordeste.

 

A pesquisa foi realizada com base em 1,4 milhão de solicitações, das quais os pedidos de empréstimo na região para empreender (20%, perderam apenas para o pagamento de contas (26%).

 

A explicação dada pela plataforma é a grande concentração de desempregados na região, de aproximadamente 3 milhões, segundo dados do

 

IBGE.

 

Mapeamento 2

 

CEARÁ É O SEGUNDO NO RANKING

Pelos dados da Simplic, o Ceará é o segundo no ranking entre os tomadores de crédito. Foram contratados 18% dos empréstimos, perdendo apenas para Bahia (30%), ficando Pernambuco em terceiro lugar (16%).

Setembro

 

O OBSERVATÓRIO DA INDÚSTRIA

Uma sala com painéis e bancos de dados contendo informações geográficas e combinações de dados sobre o Ceará. Esse deve ser o Observatório da Indústria, que será inaugurado pela Fiec no próximo mês.

 

O projeto, idealizado pelo presidente da casa, Beto Studart, deve abrir canais de acesso a informações mais precisas para investidores, empresários e academia.

 

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