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Exportação de castanha cresce 18,2%. Poderia ser melhor?

2018-06-12 01:30:00

As exportações de castanha de caju cresceram 18,2% em maio. Uma boa notícia, principalmente diante da crise pela qual passa o setor. Considerada uma das áreas da agroindústria mais tradicionais do Estado, a atividade vem em declínio.


Pelos estudos elaborados pelo Etene/BNB, publicados no Caderno Setorial Etene, até o final do ano passado, o setor amargava as consequências da baixa produtividade e lucratividade. Essa situação teria sido agravada pelo longo período de seca na região entre 2012 e 2016 e pela ocorrência de pragas e doenças, que provocaram quebras de safras.


As exportações refletiram esse desempenho. O Ceará vem importando castanha da África. O produto, beneficiado no Ceará, posteriormente é vendido ao mercado externo. Mesmo assim, o segmento sente a queda de produção.


Vendas externas


NÚMEROS DA CAJUCULTURA


No documento setorial elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), com dados do mês de maio sobre o setor de castanha, é possível perceber a melhora da atividade. O saldo das exportações foi de US$ 35,6 milhões, contra US$ 30,1 milhões verificados no ano passado no mesmo período.


Também chama atenção a evolução da participação da castanha de caju na balança comercial. Em 2016, a atividade representava 10,53% dos resultados; em 2017, caiu para 4,87% e, em 2018, houve uma recuperação para 5,57%.


Embora a melhora deva ser considerada, não podemos deixar de lembrar que esse desempenho poderia ser melhor, caso as políticas voltadas para o setor tivessem uma atenção maior.


Sine


12.223 PESSOAS EMPREGADAS NO CEARÁ


O Sistema Nacional de Emprego (Sine), mesmo passando por situações difíceis no Ceará devido à falta de recursos (corte de energia, falta de telefones e carros), tem conseguido apresentar resultados. No primeiro trimestre deste ano, 12.223 pessoas foram contratadas no Estado através da intermediação do órgão. Esse número representa 12,63% do total de 96.778 das admissões registradas nos primeiros meses do ano, segundo os dados do Boletim de Políticas Públicas de Emprego, Trabalho e Renda, divulgado pelo Observatório Nacional do Mercado de Trabalho.


PIB do transporte


CRESCIMENTO ACIMA DA ECONOMIA


Depois da greve dos caminhoneiros, o setor de transporte passou a ser mais olhado, mas os números já mostravam um bom desempenho. O Produto Interno Bruto (PIB) do segmento teve alta de 0,7% no primeiro trimestre de 2018, em relação aos últimos três meses do ano passado, pelos cálculos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


As empresas de transporte apresentaram os melhores resultados entre as companhias de serviços. O comércio teve aumento de 0,2%, a área de informação caiu 1,2% e a de transporte subiu 0,4%, com desempenho superior ao PIB agregado do País.


SPC


DÍVIDAS BANCÁRIAS PESAM NA INADIMPLÊNCIA


As dívidas bancárias foram a principal razão para o crescimento da inadimplência no mês de maio, que aumentou 2,78% em relação ao mesmo mês do ano passado. Pelos números do SPC Brasil/CNDL, o volume maior de problemas está concentrado entre as pessoas físicas. Vale ressaltar que nessas dívidas bancárias estão incluídos os cartões de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamentos e seguros, cuja alta da inadimplência foi de 6,42%. Portanto, refletem bem as taxas de juros cobradas que continuam bem distantes da Selic.


Ou seja: para o Banco Central, os juros são de 6,40% ao ano; para o mercado financeiro podem superar os 300%. Uma situação difícil de aguentar em um momento de aumento do desemprego e queda da renda.


Mercado


RASTREAMENTO DE CAMINHÕES


O Grupo Servnac resolveu ampliar sua participação na área de rastreamento de cargas depois da paralisação dos caminhoneiros. Representantes da empresa estudam acordo com a companhia Getrak para buscar tecnologias, devendo utilizar um novo aplicativo. O objetivo é aumentar em 25% o faturamento no segmento com o monitoramento.


Mudanças


AGÊNCIAS REGULADORAS


O projeto de controle das Agências Reguladoras tem mudanças no texto. O deputado Danilo Forte (PSDB-CE), relator da proposta, incluiu a Agência Nacional de Mineração (recém-criada) nas regras sobre gestão, poder e controle social; também adicionou a não responsabilização de agentes públicos em exercício por suas decisões ou opiniões técnicas.


A teoria mais simples para explicar a desigualdade dos salários sustenta que diferentes salários aportam diferentes contribuições à produção de uma empresa”

Thomas Piketty, economista francês

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