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Cegás melhora resultados com migração de consumo

01:30 | 24/05/2018

As altas nos preços da gasolina têm feito mais consumidores migrarem para o gás natural. O crescimento no consumo de Gás Natural Veicular (GNV), calculado até abril, foi de 14,51%, em relação ao ano passado. Um dos setores atendidos é o de trabalhadores de aplicativos de transporte, que passaram a utilizar mais o GNV, tentando proteger seus ganhos. Vale lembrar que, enquanto o litro da gasolina pode ser encontrado em alguns postos por até R$ 4,89, o metro cúbico do GNV custa em média R$ 3,20.

 

A Companhia de Gás do Ceará (Cegás) tem sido beneficiada pela conjuntura e aproveita para buscar novos clientes. O resultado disso está em mais um recorde de desempenho: em 2018, o consumo de gás natural no Estado cresceu 20%.

 

O consumo subiu para 517.614 metros cúbicos/dia, quando antes chegava a 430.723 metros cúbicos/dia, no mesmo mês de 2017. O mercado residencial também vem respondendo bem, com aumento de 35%.

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O QUE É O “MERCADO”?

Leitor escreveu ontem perguntando o que é o mercado falado por toda

imprensa. Eis a resposta.

 

O termo “mercado” é utilizado para falar do movimento de troca e venda em vários setores da economia. No caso da coluna de ontem, que tratava da questão dos combustíveis e da manutenção da política da Petrobras de seguir mantendo os reajustes de acordo com as cotações internacionais, falava-se dos acionistas da empresa.

 

O setor de Bolsa de Valores no Brasil é movimentado basicamente por estrangeiros e é para esses sócios que a companhia vem mantendo sua política de preços. A Petrobras tem garantido que não haverá mais perdas para a companhia, como aconteceu recentemente, quando sofreu com a manutenção prolongada de segurar os preços para o consumidor.

 

Esse mercado é constituído também por analistas, consultores empresariais e representantes de bancos, que estudam os setores e projetam variáveis de perdas e ganhos.

 

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“ENDEUSAMENTO DO ACIONISTA”

A coluna também esclarece o posicionamento do presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates. Alguns leitores não compreenderam a sua afirmação de que “reduzir impostos representa o endeusamento máximo do acionista da Petrobras, em detrimento da economia nacional e do cidadão brasileiro”.

 

Para ficar mais claro, basta olhar o comportamento das ações da Petrobras no ano, com a valorização do petróleo no mercado externo e os efeitos da reestruturação da empresa. Até segunda-feira, os ganhos nas ações preferenciais (sem direito a voto) tinham sido de 59,3% no ano. No caso das ações ordinárias (com voto), os índices de valorização chegaram a 78,3%.

 

Portanto, quem comprou os papéis da estatal conseguiu um ganho bastante considerável; enquanto os consumidores de combustíveis no Brasil sofrem diariamente para abastecer seu carro.

 

Reduzir impostos e abrir mão de R$ 2,5 bilhões em arrecadação zerando a Cide, como foi proposto pelo governo, seria uma complicação a mais na situação. Ou seja: novamente quem abastece o carro garantiria os resultados financeiros dos investidores, com um possível agravamento da situação fiscal do País.

 

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PAPEL DA ESTATAL

O fato de terem ocorrido erros na política da presidente Dilma Rousseff por segurar por tempo demais o preço dos combustíveis no País não quer dizer que a Petrobras tenha que ser omissa com a sociedade em um momento de crise. Afinal, a companhia é uma estatal e deve satisfação ao seu principal acionista: o povo brasileiro.

 

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DEFESA OU CRÍTICA

A colunista também foi questionada se faz a defesa do mercado e se essa defesa depende da hora. O leitor observou bem: em alguns momentos é feita a defesa; em outros, ocorrem as críticas.

 

O mercado não é bom, nem mal. A questão é como as entidades e os governos se relacionam com a pressão desses compradores e vendedores. A crítica ou a defesa dependem do impacto gerado, e isso está além dos interesses, por exemplo, de entidades que representam o empresariado.

 

ADECE

 

MISSÃO DO RIO GRANDE DO SUL

O presidente da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Eduardo Neves, segue com as missões no Rio Grande do Sul para atrair empresas do setor de calçados. Neves participa do Salão Internacional do Couro e do Calçado (SICC) e visita seis indústrias, com o propósito de completar a cadeia produtiva do segmento no Estado.

 

CAMINHONEIROS

 

COMÉRCIO APOIA PARALISAÇÃO

Mesmo com os riscos de desabastecimento no País, a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) se manifestou através de nota, declarando seu apoio à paralisação das empresas de transporte de cargas e caminhoneiros autônomos.

 

A entidade informou que os lojistas são diretamente prejudicados por essas altas constantes e também pagam a conta."A filosofia implica uma mobilidade livre no pensamento; é um ato criador que dissolve ideologias”

MARTIN HEIDEGGER, filósofo alemão (1889-1976)

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