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Entre a realidade e a vontade de melhorar

2018-01-30 01:30:00

Você é mais realista, pessimista ou otimista? As ciências econômicas e comportamentais vêm se aproximando cada vez mais para tentar explicar, e até mesmo antecipar, possíveis reações das pessoas, a partir de seus discursos explanatórios.


Com base no clima desenvolvido pelos discursos pessimistas ou otimistas, nas sensações que as pessoas desenvolvem, produtos são lançados, investimentos são ampliados ou o contrário (projetos são abortados). Os pesquisadores Gregory Buchanan e Martin Seligman, por exemplo, discutem no livro “Explanatory Style” (1995) os diferentes estilos de discursos sobre eventos ruins, caracterizados como otimistas ou pessimistas. A partir da análise desses perfis, tentou-se verificar os possíveis custos do pessimismo ou os benefícios do otimismo.


Essa é uma conta difícil de mensurar, mas talvez estejamos tendo uma noção das perdas geradas por um pessimismo quase crônico pelo qual estamos passando no País. Pelo quadro desenhado até agora, perdemos a capacidade de reagir. Um dos maiores custos do pessimismo está na “impotência aprendida” ou no “desamparo aprendido” (condição psicológica na qual a pessoa se sente sem poder algum para mudar a sua vida).


Depois de vários fracassos ou situações que não se resolveram, há um processo de acomodação, onde se espera apenas o pior. Talvez essa condição seja uma das marcas dos nossos tempos: diante das situações ruins ou terríveis não conseguimos ver possibilidade de solução e nos perdemos em discursos ideologizados, apimentados pela política.


FRUSTRAÇÃO 1


IMPOTÊNCIA APRENDIDA


A impotência aprendida tem contaminado os governos. No caso do Ceará, o sistema de segurança ainda não encontrou uma forma de reação adequada. Tentativas frustradas deixaram suas marcas, mas não se pode desistir de novas buscas de soluções.


A economia cearense tem apresentado, nos últimos anos, várias formas de reação, que rompe esse processo e pode servir de exemplo para a segurança. O Ceará continua sendo um estado pobre, com grande área no semiárido e longos períodos de seca. Mesmo diante desse cenário, o discurso explanatório tem possibilitado uma situação diferente.


Desde os anos 1990, os governos que se sucederam tentaram elevar a autoestima e buscaram investimentos novos. A prioridade era romper as barreiras limitadoras do crescimento. As dificuldades não deixaram de existir, mas o Estado ampliou suas perspectivas e não espera apenas desgraças provocadas por políticas desastrosas do governo central – embora ainda haja grande dependência de recursos da União.


FRUSTRAÇÃO 2


LIÇÕES DA ECONOMIA


A área de segurança possui peculiaridades diferentes da economia, mas algumas regras são universais, tais como criação de estratégia, planejamento e confiança na equipe, com um clima de que é possível realizar o trabalho.


DEU CERTO


RECURSOS PARA O TURISMO


No início de 2017, a coluna destacou projetos de fortalecimento do turismo com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com a utilização de aproximadamente R$ 30 milhões para a área de promoção.


Para 2018, a expectativa é de colheita dos frutos desse processo, com a chegada de voos novos de várias companhias aéreas. O que pode atrapalhar são os números da insegurança, caso nada seja feito agora.


CONSTRUÇÃO


OTIMISMO, MESMO COM DESACELERAÇÃO


O mês de dezembro não foi bom para a construção civil. Houve uma desaceleração do setor, como normalmente acontece no período. A diferença, pelos dados da pesquisa Sondagem Industrial da Construção, realizada pelo Núcleo de Economia e Estratégia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), é que a queda foi menos intensa.


Mesmo com os números tímidos, os empresários estão otimistas. As expectativas são de recuperação da atividade, lançamentos de novos empreendimentos e serviços, compras de insumo e matérias-primas.

 

FÓRUM


NOVA ECONOMIA


A Gomes de Matos Consultores Associados realiza hoje fórum para debate sobre o futuro da gestão, educação e trabalho. A proposta é de criação de estratégias de adaptação à nova economia. O evento será no Gran Mareiro, das 8 às 12 horas.


A arte de governar deve ser julgada pelo modo como se administram as ambiguidades”

HENRY KISSINGER,

ex-secretário de Estado norte-americano

 

RÁDIO


O POVO Economia da Rádio OPOVO/CBN (95.5), a partir das 14 horas. Destaque para o quadro “Atacado e Varejo”, com Eliomar de Lima.


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TV

Você pode assistir ao programa O POVO Economia também através do portal: tv.opovo.com. br/opovoeconomia.

 

Gabrielle Zaranza

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