Por que as tintas mudaram de mão
PUBLICIDADE

VERSÃO IMPRESSA

Por que as tintas mudaram de mão

2018-12-21 01:30:00

A compra da Hipercor, do Grupo Edson Queiroz, pela Hidracor, do também cearense Grupo J. Macêdo, com direito à marca e às linhas de produtos, foi a última demão em um movimento já em curso há algum tempo pelos Queiroz. Havia gente estudando ir conversar para botar preço na indústria. Para o Grupo, o negócio era pequeno e de baixa rentabilidade. Para J. Macêdo, bem mais interessante. Já está no ramo há 55 anos. Aliás, no mercado lê-se o Grupo - dono de negócios com GLP, alimentos e bebidas, eletrodomésticos e outros - disposto a ajustar melhor o foco. Noutros termos, sair daquilo que for pequeno, dê muito trabalho e gere baixa rentabilidade. A propósito, a marca Hipercor não será apagada. Segue no portfólio da Hidracor. Possui uma das maiores minas de calcário dolomítico do Brasil - insumo básico para a fabricação das tintas. Em seu primeiro ano de existência, foi agraciada com o atestado de qualidade da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati).

 

SAÚDE S/A

 

Olho clínico

Na manhã de anteontem (quarta-feira) dois médicos caminhavam pela clínica Boghos Boyadjian da avenida Rui Barbosa. Um era o anfitrião, Boghos (de jaleco), o outro era o fundador do Hapvida e presidente do Conselho, Cândido Pinheiro (de chapéu). Não era um passeio banal. Boghos tem interesse em fazer negócio no prédio erguido para ser um hospital, ao lado. Vários empresários do setor já trataram, mas não chegaram a bater martelo. No dizer de quem conhece Cândido, "só de olhar ele sabe quanto vale". Pode ainda não ser desta vez.

 

JOGO RÁPIDO

O nome da auditora fiscal Fernanda Mara de Oliveira Macedo Carneiro Pacobahyba, uma hipótese sugerida pela Coluna ainda na semana passada ("E chamará Mauro Filho para ocupar a posição que o consagrou, ou fará aposta no quadro técnico da Secretaria da Fazenda, um escrete de homens e mulheres aptos? Sim, há Martas na Sefaz") divide espaço com outro auditor da Casa, o secretário de Finanças de Fortaleza, Jurandir Gurgel. Tem seis anos de bons serviços na Sefin e preside a associação nacional dos secretários.

 

PROSPECÇÃO

 

Condomínio de empresas de impacto

O Civi-co é um condomínio com cerca de 50 empresas de impacto social em operação. Fica em São Paulo e tem empresas cearenses entre as residentes, como a Agenda Edu (recém vitaminada por aporte de valor não revelado pelo fundo filantrópico Omidyar Network) e a In3citi. O ecossistema funciona em quatro andares nos quais as diversas empresas conversam e contam com o Civi-co como articulador. Hoje, o CEO do Civi-co, Ricardo Podval, vai ter com o prefeito Roberto Cláudio (PDT), que lá esteve na semana passada. RC está animado com a ideia de ver um Civi-co na Praia de Iracema.

 

INVESTIGAÇÃO

 

Bicbanco ainda na mira

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou desmembrar as investigações no âmbito da Operação Ararath, sobre desvio de verba e lavagem de dinheiro. Uma das investigações apura a acusação de uma suposta tentativa de obstrução por parte do ministro da Agricultura Blairo Maggi (PR). Noutro caso, a suspeita é sobre empréstimos e supostas fraudes de ICMS no Bicbanco, onde seria a origem da Ararath. Essa ação envolve Blairo Maggi e a direção do Bicbanco, já vendido para os chineses do CCB.

 

INOVAÇÃO

 

Caracas e a visão de longo alcance

Joaquim Caracas, diretor da Impacto Protensão, foi reconhecido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), em Brasília. Recebeu o Prêmio CBIC de Inovação e Sustentabilidade. Ele conta ter readaptado o conceito de laje maciça e nervurada, gerando economia de material e de pessoal. Caracas atua em todos os estados do Nordeste, Rio e São Paulo, onde entrou tendo em sociedade com sócios que já tinha noutros estados. Em Guaramiranga, onde mantém o hotel Vale das Nuvens, ele montou um caça Xavante original, no qual os hóspedes podem fazer voos virtuais. Hotelaria e aviação são negócios afetivos. Ele foi aluno da Escola Preparatória de Cadetes, mas acabou desligado por limitações de visão. Irônico o destino lhe tornou reconhecido por enxergar longe. O investimento em inovação lhe garantiu uma série de patentes (mais uma ironia). Da multinacional do aço ArcelorMittal, ele virou sócio em startup focada no desenvolvimento de soluções inovadoras para a construção civil. Fica em São Paulo. Na segunda, ele é o entrevistado do Mercado Imobiliário, na rádio O POVO-CBN, às 14 horas.

 

HORIZONTAIS

CEO ex-CSP - O novo CEO da Estácio, o ex- presidente da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), Eduardo Parente, chegou a dizer para amigos em Fortaleza, no final de novembro, que estava indo para um lugar legal, mas não podia dizer ainda.

JERI - A John John Denim , marca da John John Rocks Jeri 2018, a badalada festa de réveillon de Jericoacoara, terá ação da Airfluencers. A empresa de marketing de influência medirá quanto a marca aparecerá nas redes sociais durante e após o evento.

 

TAGS