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José Macêdo e a inspiração para quem lê

| EMPRESÁRIO | Pioneiro na indústria do Trigo e com renome nacional pelos produtos Dona Benta, José Macêdo foi exemplo de inovação em toda a carreira

01:30 | 07/12/2018
O industrial José Dias Macêdo compõe uma galeria de poucos e emblemáticos nomes da história empresarial vivida no Ceará. Figura ao lado de Ivens Dias Branco, Edson Queiroz e Demócrito Dummar, dentre outros. Uma plêiade para a qual a marca vai além da epiderme do fluxo de caixa, Ebitda e outros itens de balanços. Para empresários neste patamar, há uma razão maior. Propósito, como dizem os novos discursos. É gente que pensa grande, para além do teto e do muro baixo da aldeia.

 

A biografia dos negócios de José Macêdo traduz este ímpeto. Do começo como importador de jipes a presidente de um dos mais importantes grupos empresariais do País, dono de marcas de referência nacional, como Dona Benta, Petybon e Sol. Há um ano, a propósito, a Coluna noticiava a entrada do grupo no mercado de bebidas não-alcoólicas (outrora fora Brahma), com a linha de refrescos em pó Sol, fabricados em São José dos Campos (SP), onde investiram dois anos antes cerca de R$ 45 milhões.

 

A história. Sempre ela para não deixar errar. A nobreza dos grandes homens e mulheres de negócio é maior do que o patrimônio tangível. Envolve valores outros cuja visão de curto alcance não enxerga. Vale também para a política, nos seus devidos parâmetros. Em se tratando destes nobres cujo título de nobreza não é comprado e nem herdado, eles vão, mas seguem vivos como inspiração para quem consegue lê-los.

Vida longa

 

Representante do conselho municipal do idoso de Fortaleza participa, nesta semana, do programa Gestão Pública da Longevidade, no Rio de Janeiro. É um projeto organizado pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon. Propõe capacitar e desenvolver gestores públicos para que as cidades estejam preparadas para a maior longevidade. Esta é a terceira turma de formação. Já a Mongeral Aegon Investimentos é bem jovem. Completa cinco anos. A gestora tem hoje declarados R.6 bilhões em ativos e planeja superar R$ 5 bi até o fim de 2019.

 

Naquela estação

 

A Estação da Luz é um case nas áreas da cultura, esporte e educação desde 2004. Fala em impacto em 4,5 milhões de pessoas. A organização cujo fundador foi o hoje senador eleito Luís Eduardo Girão (Pros) está em campo para captar empresários dispostos a investir por meio das leis de incentivos fiscais federal e estadual. Na prática, não mexem no bolso. O Governo abre mão de uma parte da arrecadação que teria para incentivar as boas ações. Hoje, o presidente da Estação da Luz é Sidney Girão. Ele lamenta que 87% dos recursos advindos das Leis de Incentivo no Brasil fiquem restritos a poucos estados. No ano passado, recebeu doações deduzidas do IR de empresas como M. Dias Branco, Hapvida, Halex Istar, Grupo Ypê, Servis Segurança (da família Girão), Tec Lav, Corpvs e Ceará Segurança.

 

Eles passarão, eu Passaré?

 

No rol de possibilidades para a cadeira de Romildo Rolim no Banco do Nordeste, além da permanência dele - por conta da gestão bem quista dentro e fora do Passaré - há um time de gente do ramo. Inclusive o antecessor, Marcos Holanda. A favor do economista cearense, o currículo, a saída sem manchas, as boas relações com o colega de mestrado Joaquim Levy (BNDES) - a quem chama de Joaquim - e os laços de confiança com o general Theophilo, novo secretário nacional de Segurança Pública, atendido por Holanda na campanha ao Governo do Ceará. Theophilo é ombreado com outro general, Augusto Heleno, futuro ocupante do quarto andar do Palácio do Planalto e a um lance de escada do presidente Bolsonaro. Até a semana que vem se saberá em que medida fará sentido a equação ou haverá uma quase surpresa.

JOCéLIO LEAL