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Honra ao mérito e à política

01:00 | Nov. 04, 2018
Autor Jocélio leal
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Jocélio leal Editor-chefe dos núcleos de Economia e Negócios (Veículos, Imóveis e Empregos&Carreiras)
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Tipo Notícia

As escolhas para os cargos comissionados das novas gestões, estaduais e federal, têm a componente política presente. E é justo que tenham sempre. Funciona assim aqui e no mundo inteiro. Quem vence define quem será o técnico que vai comandar a máquina. A insistência de boa parte da imprensa e do distinto público por indicações técnicas é legítima, mas guarda consigo um mix de ingenuidade e injustiça, pois chega ao ponto de satanizar a política.

 

A questão a ser discutida é o que se entende por mérito. Na nossa governança, prevalece a necessidade de acolher os mais diferentes grupos na mesma van. Parece em vão. Ante um mercado de partidos tão vasto e a necessidade de acomodar a todos em alguma janela, a máquina inclui nossos vagões, porque novas janelas são construídas. No Ceará, a propósito, são três secretários por pasta. Titular, adjunto e executivo.

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As pessoas defendem o mérito. As pesquisas mostram. No ano passado, o levantamento sobre "percepções e valores políticos nas periferias de São Paulo", feita pela Fundação Perseu Abramo (do PT), ratificou. Naquela pesquisa, a opinião predominante foi a de que "para ser alguém na vida são necessários trabalhos e esforço".

 

As pessoas reconhecem o papel das políticas públicas, mas "rejeitam aquelas políticas que aparentam duvidar das capacidades individuais, como as cotas". E ainda: defenderam que "com esforço tudo é superado". Esta crença no mérito explica por que a imensa maioria dos 5,5 milhões de alunos fará a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de hoje.

 

Neném no Enem

 

O impasse sobre a vigência ou não do horário de verão por conta da aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) diz muito. O MEC pedira ao presidente Temer o adiamento do novo horário - que não vigora no Nordeste - por temer alunos confusos. Acabou negado. Convenhamos, a prova é no começo da tarde. Quem não está preparado para lidar com uma mudança como esta, não deveria mesmo entrar para a universidade.

 

O QUE ELES TÊM COMUM

 

Comparando os dois começos, Jair Bolsonaro e Lula têm muita coisa em comum. Nas ausências e nos trunfos. No que falta, o presidente eleito dificilmente irá suprir, como a consistência em assuntos estratégicos do estado. Vai delegar. No que possui, Bolsonaro deve usar logo porque é perecível. Os 57,7 milhões de votos conquistados ainda estão quentes. Sem maiores compromissos, o presidente poderá por na pauta temas urgentes como a reforma da previdência e uma reforma do Estado, capaz de aumentar eficiência no serviço público. Vai querer? Lula teve 13 anos (juntando o tempo da subordinada Dilma) e não quis.

 

JOGO RÁPIDO

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Geraldo Luciano

 

Geraldo Luciano Mattos Júnior, o ainda VP do Grupo M.Dias Branco e novamente alvo para entrar no serviço público (Bolsonaro ou Camilo), será o entrevistado do projeto "Grandes Nomes 2018", do O POVO e O POVO-CBN, dia 9. Com seu estilo habitual, irá procurar driblar todas as questões sobre o tema. Mas elas estão postas. Ele cogitou sair candidato ao Governo do Ceará quando era tucano, entrou para o Novo e já virou prefeiturável.

 

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