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Gestão pública e antipatia

00:00 | Mar. 25, 2018
Autor Gabrielle Zaranza
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Gabrielle Zaranza Estagiária de Agenda Cultural do Vida&Arte
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Tipo Notícia

Na manhã de sexta-feira, após o evento no qual a C. Rolim Engenharia entregou as primeiras 10 mil mudas ao parque do Cocó, de um total de 40 mil - em atitude exemplar - um empresário cochichou para o colunista ao ouvir o secretário do Meio Ambiente, Artur Bruno, falar de projeto de reflorestamento da Serra de Baturité (que teimam em chamar de Guaramiranga): “uma pena que um projeto como esse do Governo corra o risco de não ter manutenção devida e se tornar inócuo”.


Em verdade, o projeto consiste na criação de grupo de trabalho a reunir em acordo de cooperação técnica a Unilab e a C. Rolim para criar plano de atuação em projetos de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas. E parece muito bom. Para ele, o melhor dos mundos seria o Governo criar um modelo pelo qual empresas privadas façam todo o serviço, da plantação à manutenção, em troca de algum tipo de incentivo fiscal a ser inventado. Seria estabelecida a responsabilidade sobre determinada área, inclusive com o valor a ser investido, e acompanhado pelo Estado o cumprimento do acerto: valores aplicados e qualidade da manutenção.


Ao saber da ideia, Artur Bruno gostou muito e disse que vai pensar em algo do gênero para breve. Mas o motivo da resignação do empresário diz respeito à copa de ceticismo a sombrear tudo aquilo que depende da eficiência da máquina pública. Seja qual for a área. O passivo é imenso. E não é por falta de dinheiro. É de eficiência. Não basta dar aumento. É preciso medir resultados. Isto vale para professores, policiais ou para a gestão do meio-ambiente. Tudo o que as corporações de servidores públicos não costumam querer ouvir e tampouco falar. Ninguém quer ser avaliado e meritocracia é palavrão. E assim, ante as resistências diversas, a solução clássica dos gestores públicos costuma ser passar adiante.

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Transferir para o privado, a ter de adotar postura “privada”. Ou seja, ciosa do valor das coisas, disposta a fazer contas e voltada para o cidadão como cliente, buscando eficiência. Este tipo de perfil de gestão exige a coragem de ser antipático.

 

EMBAIXADA


Japão no Pecém

O embaixador do Japão no Brasil, Akira Yamada, vem a Fortaleza nos próximos dias 6 e 7 de abril. Com ele, uma comitiva empresarial da Câmara de Comércio e Indústria Japonesa. Tem agenda entre o Palácio da Abolição e o Pecém. Participam do seminário “A ZPE Ceará e as oportunidades de Investimentos no Estado”. O secretário César Ribeiro (SDE) vai abrir o menu.

CIPP S/A


Comercial com âncora social

A diretora comercial do Porto do Pecém, Rebeca Majó, diz que não enjeita contratos, mesmo pequenos. Segundo ela, um contrato de 200 contêineres interessa porque pode gerar dezenas de empregos. Eis uma ação comercial conciliada com política pública. “Não somos apenas um porto, mas uma ferramenta do Governo”. Quando sócios de Roterdã também?
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POLÊMICA


Trolagem

O colunista Boris Feldman atentou na quinta, no caderno POP Veículos, para o uso do jipe Troller pela Polícia do Ceará. Mostrou brecha legal a desobrigar os air bags nos modelos do gênero. Na sexta, o Detran disse que são específicos para uso em operações de praia, a velocidades muito baixas. Entretanto, é possível ver jipes da PM a rodar no asfalto. Em pleno asfalto de Fortaleza. E, a propósito, também são usados na fiscalização do Detran (foto). O carro é um case. Merecia as bolsas de ar.

SAFRA


Um coco que cai

O preço do coco verde teve uma queda de 19,23% no entreposto da Ceasa em Maracanaú. Isto na primeira quinzena de março, ante igual período no mês passado. Já o coco seco grande caiu menos: - 9,09%. Odálio Girão, analista de mercado da Ceasa-CE, diz dever-se ao fato de estarmos em plena safra. Vêm de Acaraú, Trairi, Paraipaba, Pentecoste, Cascavel, Pindoretama, Aquiraz, Guaiúba e Aracati. Por ano, 4.487,48 toneladas.

JOGO RÁPIDO

AO VIVO Pio Rodrigues Neto é o entrevistado desta segunda no Mercado Imobiliário, às 3 da tarde, na rádio  O POVO-CBN.

 

HORIZONTAIS


SIM, MAIS FARMÁCIAS. A cearense Pague Menos tem pleito no BNB para obter financiamento. Dinheiro para abrir cerca de 200 farmácias no Nordeste. Na terça, abriu duas novas farmácias, ambas em Fortaleza. Hoje tem 1.105 lojas em todo o País. O grupo mira na marca de duas mil farmácias.


RH BRASIL. O Instituto Albanisa Sarasate (IAS) e a rádio O POVO CBN realizam o evento RH Brasil. Será dia 13 de abril, no Gran Marquise Hotel, das 8 às 18 horas. Leia mais em especial.opovo.com.br/rhbrasil.


DIAMANTE. A Simon, espanhola fabricante de tomadas e interruptores, premiou as maiores empresas distribuidoras da marca no Brasil. No Ceará, a Carmehil Material Elétrico foi a homenageada. O prêmio “Cliente Diamante” foi entregue pelo diretor-geral da Simon no Brasil, João Gomes.


NA GÔNDOLA DA TOTVS - A Totvs lançou a segunda fase do investimento de até R$ 8 milhões em inovações para o setor supermercadista até 2020. A empresa de Laércio Cosentino mira na evolução do seu ERP vocacionado. A ideia é tornar totalmente SaaS (Software as a Service) - na nuvem - e com recursos de mobilidade.

 

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