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Bizarra Argentina

2018-06-22 01:30:00

Não há palavras adequadas para descrever a atuação da Argentina na derrota de ontem para a Croácia por 3 a 0. A confusão tática imposta pelo técnico Sampaoli (usou 18 jogadores em dois jogos) facilitou muito o trabalho adversário. Com a bagunça, as individualidades sumiram, caso de Messi, que fez uma partida pavorosa, sem falar no goleiro Caballero, entregando o primeiro gol em uma falha constrangedora. Organizada e inteligente para finalizar, a Croácia construiu com méritos um triunfo que a coloca nas oitavas de final. É uma equipe forte, com capacidade ampla para chegar entre as oito melhores do torneio.

 

ADIÓS


A seleção peruana foi eliminada da Copa com duas boas atuações, diante de Dinamarca e França. O time criou e desperdiçou diversas oportunidades de gol nos dois jogos — inclusive pênalti na primeira rodada — pressionou os adversários e mostrou evolução sob o comando do técnico Ricardo Gareca após 36 anos fora de um mundial. O futebol, entretanto, não perdoa chances claras perdidas, ainda mais nos pés de seus principais atletas. Cueva e Guerrero, jogadores de São Paulo e Flamengo, respectivamente, falharam miseravelmente e o Peru vai para casa logo após o terceiro encontro, contra a Austrália, na semana que vem.


 

TÁ RUIM, MAS TÁ BOM

 

A Copa do Mundo com pior média de gols foi a de 1990, na Itália, com 2,21 por partida. Naquela oportunidade, além dos poucos tentos, os encontros mostraram nível técnico geral muito baixo. Na Rússia, passados 23 jogos, pouco mais de um terço, a média é bastante baixa: 2,22. Mas, os jogos estão longe de serem ruins, apesar da escassez de bolas na rede. Há ótimas brigas táticas, belos gols, grandes goleiros e craques.


 

PARA VENCER

 

Dependendo da hora que você estiver lendo a coluna, o Brasil, com Fagner de titular na lateral direita, já terá enfrentado a Costa Rica. É impensável que o elenco comandado por Tite não consiga três pontos diante de um adversário frágil. Acumulando três partidas sem vencer em Mundiais — semifinal e disputa de 3º lugar em 2014 e estreia em 2018 — , é obrigação do Brasil, além de ganhar, jogar bem. Não há outro caminho.

 

 

Fernando Graziani

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