Ciro, Camilo e as obras paradas
PUBLICIDADE

VERSÃO IMPRESSA

Ciro, Camilo e as obras paradas

2018-08-14 01:31:00
NULL
NULL

Além da proposta de limpar o nome de devedores no SPC, Ciro Gomes (PDT) também falou, no debate da TV Bandeirantes, sobre obras paradas. Oportuno que trate disso no âmbito nacional, porque há muito a discutir no Ceará. Coisa do tempo em que o irmão de Ciro e candidato a senador, Cid Gomes (PDT), era governador. Obra que parou porque começou sem garantias, sem viabilidade.

 

Em um dos casos, mal dá para dizer que é obra parada. Porque a Linha Leste do metrô nem começou de fato. Certo, houve gasto de centenas de milhões nos enferrujados "tatuzões". Mas não se fez nada além de degradar algumas áreas públicas isoladas para a obra, que passaram anos fechadas e sem receber um tijolo.

 

Outro caso foi o Hospital Regional do Sertão Central, em Quixeramobim. Cid inaugurou, mas o equipamento levou inacreditáveis três anos até começar a funcionar parcialmente.

 

E há o caso do aquário da Praia de Iracema. Sobre esse, finalmente há promessa de pelo menos encaminhar solução. O grupo M. Dias Branco assumirá a obra. Não há detalhes ainda sobre os termos da parceria.

Há mais de ano, Camilo queria que a iniciativa privada assumisse o investimento. Aliás, nunca ficou claro por que cargas d'água coube ao poder público o empreendimento. O fato é que empresários duvidavam da viabilidade.

 

Do que se sabe, o grupo resolveu assumir porque receberá, também, possibilidades de explorar do ponto de vista imobiliário aquela fatia da Praia de Iracema. Claro, o grupo não entraria nessa a troco de nada. Porém, para desempacar um investimento público que se revelou equivocado, é entregue à iniciativa privada a possibilidade de manejo de área tão valiosa para Fortaleza.

[FOTO1] 

Conservadorismo de fachada

É palpável e concreto o crescimento do conservadorismo no Brasil. Em parte, é resultado natural de um País que passou 13 anos sob governo de coalizão de centro-esquerda, liderada por um partido de esquerda. Nunca na democracia brasileira um partido tinha vencido três eleições seguidas, e o PT venceu quatro. Toda uma geração praticamente não conheceu outra experiência de poder. Então, passa a associar todos os problemas e vícios do Estado - que são muitos - àquele grupo. O mesmo ocorreu com o desgaste da direita após os 20 anos de ditadura militar.

 

Ocorre que há muito de teatro para enganar trouxa nesse propalado conservadorismo. Gente apresentada como suprassumo do reacionarismo e como a pessoa mais ideologicamente de direita do mundo não passa de oportunista que busca surfar na onda.

 

Jair Bolsonaro (PSL), justiça se faça, é conservador e homofóbico de longa data. Porém, sua trajetória é muito mais pautada pelo corporativismo. Tanto que ele flertou com o PT, com Hugo Chávez, disse não ver problema no comunismo

 

Agora, veja-se o Cabo Daciolo (Patriotas). O candidato que ficou preocupado com o socialismo de Ciro e com a criação da União das Repúblicas Socialistas da América Latina (Ursal). Como alguém saído dos anos 50, busca votos se aproveitando de Deus e do anticomunismo. Porém, conforme atestou o projeto Comprova, há cinco anos ele estava em lançamento da biografia de Karl Marx. Não foi na Renascença, foi em 2013. Um ano depois, ele foi eleito deputado pelo Psol. Aliás, o mandato que ele exerce foi conquistado pelo partido que se coloca de fato como socialista.

 

Na eleição passada o cara estava no Psol e hoje denuncia a ameaça comunista. Vê-se o tamanho da consistência ideológica.

A matéria que atestou a veracidade da foto você lê neste link: bit.ly/daciolomarxista

 

TAGS