Até onde o limite deu
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Até onde o limite deu

2018-10-22 01:30:00

- JÁ se sabia que o Palmeiras, mesmo no Pacaembu, que não é sua casa, também não vem ao caso, era o franco favorito contra o Ceará. E que a vitória era tida como certa. Não deu outra. Ganhou de 2x1, faturou mais três pontos, segue firme na liderança. Tudo dentro dos conformes.

 

- JUSTO se dizer que, embora perdendo, o Ceará não decepcionou. Até onde o limite de sua força deu, lutou bravamente, vendeu caro a derrota. Se serve como consolo, acaba servindo.

 

- MIL vezes pior se tivesse sido goleado, atuado mal, acovardado-se diante da superioridade visível do adversário. Não foi bem assim. Precisamente aí onde o time de Lisca ganha elogios por sua postura em campo, especialmente no segundo tempo, quando diminuiu o placar, buscou o empate, pressionou, por vezes até encurralou o Palmeiras.

 

COMO vale é o que o placar registra a derrota faz o Ceará permanecer na zona de rebaixamento onde persiste em ficar. Se já estava difícil, mais ainda ficará daqui pra frente.

 

AS DUAS FACES

- PRIMEIRO tempo, Palmeiras construiu sua vitória (2x0), apesar do pênalti um tanto maroto e um gol de fora da área que Éverson aceitou. Falha não tão gritante. Pouco mais de reflexo podia ter evitado.

 

- COMO três pontos são valiosos para quem deseja chegar ao título, um a menos em campo, Palmeiras resguardou-se no segundo tempo contanto segurasse a vantagem. Neste quesito, Felipão é mestre. Seu time é a sua cara. Tão turrão quanto ele. Joga pra vencer, não para dar espetáculo.

 

- RESTAVA ao Ceará fazer o que fez. Correr atrás de tentar o (quase) impossível - virar o jogo ou o (menos) impossível, chegar ao empate. Faltou pouco, por conta dos seus limites técnicos e do poderio do adversário, principalmente em seu terreiro.

 

CARTÃO DE VISITA

- FOI de Arthur o gol solitário do Ceará. Para ele, psicologicamente, um bálsamo. Primeiro, pela carga pesada de ter perdido aquele maldito pênalti contra o Botafogo. Lado bom, desta vez, ter balançado as redes do Palmeiras, justamente o clube para o qual vai se transferir final do ano. Foi o cartão de visita para seu próximo pouso. Aos olhos da torcida palmeirense o Verdão não contratou qualquer um perna de pau. Está levando a joia mais bem lapidada pelo Ceará, para brilhar por lá também.

 

FESTA & ALEGRIA

- FORTALEZA venceu em noite gloriosa, festa do centenário no Castelão, o Paysandu (1x0) confirmando seu favoritismo. Esperava-se goleada para consumar a beleza da festa promovida pela torcida. Mas o 1x0 acabou valendo a pena. Ruim teria sido um empate e pior se acontecesse uma zebra. Tricolor centenário livrou-se dessas duas derrapagens.

 

- CASA entupida, outro recorde de público, remeteu às decisões dos tantos e frenéticos mata-mata no Castelão quando, mesmo diante de sua imensa torcida, o Fortaleza se tremia todo. Risquem esta palavra mata-mata do dicionário do Pici. Pontos corridos a história é outra. Torcida fez festa belíssima nas arquibancadas. Dentro de campo, time venceu. Tudo é festa, tudo é alegria.

 

TANTAS COINCIDÊNCIAS

OLHAR de lince registrou algumas tantas e boas coincidências na vitória do centenário. Vamos a elas?

 

... HAVIA oito jogos Gustagol não balançava as redes. Foi tirar o caé justo no jogo mais esperado da temporada, o dos 100 anos... /// TEMPO do gol - 47 minutos, nos acréscimos. Este número é mágico para o Fortaleza. Lembram que foi exatamente aos 47 minutos o gol histórico de Cassiano tirando da boca do Ceará o penta já comemorado?... CASSIANO e Gustagol atuam na mesma posição... /// WILSON autor do cruzamento do gol do centenário, nem era para entrar. Ceni resolveu arriscar. Tirou um zagueiro, meteu o Wilson. Arriscou, petiscou, deu certo ... /// FARO do técnico ou sorte do Wilson? Coisas do destino e dos ventos que uivam favoravelmente para os lados do Pici... /// PARA o Brasileirão, apenas mais três pontos, sexta que vem contra a Ponte Preta. Outra vez, recorde de público à vista.

 

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