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Sentir na pele

| PESQUISA | Estudo revela depressão em 58% dos pacientes de UCE

24/06/2019 01:35:32

Uma nova pesquisa, realizada pela Ipsos Brasil, em abril deste ano, com pacientes de Urticária Crônica Espontânea (UCE) mostra que 79% dos entrevistados receberam diagnóstico de alergia antes de serem diagnosticados corretamente. A UCE é uma doença que atinge mais de 1 milhão de brasileiros, sendo caracterizada por lesões avermelhadas na pele que duram mais de seis semanas e coçam intensamente.

Apesar da alta prevalência, a UCE é desconhecida por grande parte da população e confundida com alergia. Mas a UCE não é causada por nenhum fator externo como alimentos, cosméticos ou perfumes. A doença afeta a vida social e familiar dos pacientes.

De acordo com a pesquisa da Ipsos, a UCE tem um impacto na qualidade de vida dos portadores da doença. Por ser ainda pouco conhecida, a UCE causa diversos constrangimentos para os pacientes. Entre os relatos dos entrevistados, aparece o medo de ser uma doença contagiosa, a insegurança de sair de casa, as dificuldades com os relacionamentos e as ausências no trabalho.

Ana Luiza Pesce, responsável pelo levantamento, destaca que 58% dos entrevistados adquiriram doenças psicológicas decorrentes da UCE como a depressão, e 56% já sofreram preconceito.

A demora para chegar ao diagnóstico correto é uma realidade comum entre os pacientes de UCE: 52% são diagnosticados somente um ano depois do aparecimento dos primeiros sintomas e 25% demoram mais de 5 anos até o diagnóstico preciso. A maioria é da região Nordeste.

Este ano, foi lançada a segunda edição da Campanha de Conscientização "Todos pela causa - Tudo sobre UCE". A campanha dissemina o conhecimento sobre a doença para quem tem UCE e também para os profissionais da área de saúde. Para saber mais, acesse www.tudosobreuce.com.br.

Clínicos também mostram que, com o tratamento correto, 92% dos pacientes voltam a ter qualidade de vida como uma pessoa que não possui a doença. Por isso, afirmam os especialistas, é importante que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível.

 

NÚMEROS

33% a 67% sofreram com o angioedema, um inchaço nas camadas profundas da pele;

58% tiveram sintomas de depressão ou de outra doença psicológica;

56% sofreram preconceito;

80% deixaram de sair de casa e diminuíram o convívio social

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