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SOP: causas, sintomas e tratamento

27/05/2019 01:44:45
ESPECIALISTA em reprodução humana da clinica Medicina Reprodutiva, Fábio Eugênio
ESPECIALISTA em reprodução humana da clinica Medicina Reprodutiva, Fábio Eugênio (Foto: Divulgação)

A Síndrome de Ovário Policístico (SOP) é um distúrbio hormonal e metabólico que pode causar problemas simples, como irregularidade menstrual e acne, até outros mais graves como obesidade e subfertilidade. O quadro pode atingir cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e pode ter variados graus de gravidade, sendo o distúrbio endócrino mais comum em mulheres.

Segundo o especialista em reprodução humana da clínica Medicina Reprodutiva, Fábio Eugênio, a subfertilidade, uma das possíveis complicações da SOP, é uma das principais preocupações das pacientes. E é um questionamento muito coerente, já que impede que a mulher consiga ter as mesmas chances de engravidar comparada a uma mulher sem a síndrome.

"Os casos de subfertilidade respondem bem ao Clomifeno e ao Letrozol, que são indutores da ovulação. Se isso não acontecer, podem-se estimular os ovários com gonadotrofinas (injeções). Atualmente, é possível, ainda, em casos específicos, fazer a cauterização dos ovários por laparoscopia. Como há tendência ao ganho de peso, o tratamento pode incluir medicamentos para prevenir o diabetes e outros para evitar o colesterol elevado", esclarece o especialista.

Mulheres na faixa dos 20 a 40 anos são mais propensas a serem acometidas pela síndrome. Até os 30 anos as mulheres são mais férteis. Após os 35, as chances de engravidar naturalmente, são reduzidas em média em 50%. "Só a idade não é fator determinante para tal. Estilo de vida, alimentação, fatores genéticos e metabólicos são levados em consideração. O diagnóstico é clínico, feito pelo ginecologista, e complementado com o exame de ultrassom e exames sanguíneos hormonais."

Não foram estabelecidas as causas específicas da SOP. "Sabe-se que 50% das mulheres diagnosticadas têm hiperinsulinismo e o restante apresenta problemas no hipotálamo, na hipófise, nas adrenais e produz maior quantidade de hormônios masculinos", reitera o médico. O primeiro sintoma são as menstruações espaçadas, onde a mulher menstrua poucas vezes por ano. Também pode ocorrer menstruação ou ausência dela em alguns períodos. Para Eugênio, outra característica são os níveis elevados de hormônios masculinos (andrógenos), que podem resultar em características físicas como excesso de pelos faciais e no corpo, acne adulta ou adolescente severa, e calvície de padrão masculino.

Se existe sobrepeso associado, o tratamento deste fator é fundamental. O médico reforça que, às vezes, só a perda de peso ajuda a reverter o quadro. "Se não querem engravidar no momento, a atenção se volta para o controle da produção de hormônios masculinos, o que se consegue por meio de pílulas anticoncepcionais". Essa medicação atua também na regulação da menstruação e na unidade pilossebácea, reduzindo a produção de sebo e o crescimento de pelos.

Por XXXX XXXX

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