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Mudança com foco na indústria do cigarro

Publicidade reduzida. Comunicação

07/01/2019 01:30:00
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A única forma de reduzir a quantidade de pessoas vítimas do câncer de pulmão é promover uma batalha intensa junto às indústrias de cigarros. Para o pneumologista Alfredo Scaff, consultor médico da Fundação Ary Frauzino para a Pesquisa e Controle de Câncer (Fundação Câncer), a padronização das embalagens se mostra como um mote eficaz de combate ao tabagismo. Deixar as carteiras com o mesmo invólucro, simples e sem apelos, apenas com o nome das marcas, poderia ser um começo.

 

Proibir a exposição das carteiras em lojas, principalmente ao lado de balas, doces e bombons, como já fazem países europeus, é urgente. "Quando você coloca cigarro ao lado de doces, balas, chocolates em mercearias ou grandes lojas, você está dizendo para as crianças que os cigarros são doces, são gostosos, fazem bem", defende o médico. Nos versos das carteiras, as fotos e advertências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) continuariam, mas seriam ainda mais impactantes se, em volta, a única referência fosse o preto e o nome da marca em letra padronizada.

 

Para a psicóloga Mônica Andreis, diretora executiva da Aliança Controle de Tabagismo, cigarros eletrônicos e outros dispositivos com nicotina têm, em sua maioria, uma layout equivocado de apresentação. "Todos são lindos, coloridos, com sabores, atraentes. Cria-se o risco de transmitir para as pessoas uma imagem de que o produto é benéfico, não faz mal e acaba tendo o consumo estimulado", esclarece.

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