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"Brasil precisa criar ambiente saudável à inovação", diz professor

00:00 | 14/01/2018

Inovação e tecnologia — áreas que representam pilares do século XXI. A prioridade sobre os segmentos de pesquisa também absorve essa realidade. “Muitas vezes sai um edital e áreas que não estão nesse lugar, de lidar diretamente com empresas, são prejudicadas”, pondera a pró-reitora da Uece, Nukácia Meyre Silva Araújo. Computação, Engenharia, Química e Nanotecnologia são segmentos que já nascem dentro do conceito de inovação.

Já existem, inclusive, projetos de financiamentos específicos para empresas, a maioria voltada para essas áreas. Em 2016, a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) apoiou 33 empresas através de editais que determinavam interação entre as instituições pública e privada. “Nossa indústria precisa de inovação sob o risco de ser engolida por multinacionais. O Brasil precisa criar um ambiente saudável e favorável à inovação científica”, dialoga o professor Nilberto Nascimento.

O presidente do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e Institutos de Pesquisa (Confies), Fernando Peregrino, levanta as questões econômicas que os cortes em Ciência podem trazer. “É vital para o presente e futuro do povo brasileiro a manutenção da indústria, do conhecimento. O País se endivida porque não consegue pagar suas despesas. Isso porque não arrecada suficiente, porque tem uma economia de baixo valor agregado. Tem pouca tecnologia nela”, avalia.

Sara Oliveira