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O que ensinam as histórias milenares

24/12/2017 00:00:00

Para a contadora de histórias Camila Barbosa, que integra o grupo fortalezense Costureiras de Histórias, contos tradicionais como o do Papai Noel atravessam gerações porque se associam diretamente aos sentimentos humanos. “Há centenas de anos existiram outras histórias que não chegaram até nós. As que chegaram nos tocam profundamente”, analisa.


Geralmente, essas histórias ensinam de forma implícita, por meio de experiências e consequências, a viver em comunidade. Tratam, por exemplo, de questões como a dicotomia “bem e mal”, gentileza, solidariedade e união.


Além disso, à medida que essas histórias são contadas por pessoas de diferentes culturas, viram “histórias das histórias” e podem educar ainda mais. “A história verdadeira, original, não é a única que vale. É como se a história tivesse um esqueleto. A cultura de cada lugar é que vai modificando o ambiente, alguma ação, mas a estrutura se mantém”, explica Camila.


A psicóloga e diretora da consultoria Caleidoscópio Brincadeira e Arte, Adriana Klisys, lembra as histórias do Sítio do Pica Pau Amarelo. “Não tem Papai Noel, mas tem literatura”, pontua. E provoca: “por que a gente fala que Noel é uma mentira? A gente chama Monteiro Lobato de mentiroso por causa do Visconde de Sabugosa, que é um milho falante?”. (Luana Severo)



Adriano Nogueira

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