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Procedimentos que podem ser realizados

00:00 | 15/10/2017

O congelamento de óvulos ou embriões é a opção mais rápida e que traz mais garantias, segundo o especialista em medicina reprodutiva Daniel Diógenes. Se a mulher é acometida por um câncer na idade fértil, não tem filhos, ou tem e deseja ter mais filhos, antes do procedimento quimioterápico, se inicia o uso de medicações para o amadurecimento de óvulos e depois a retirada para a preservação dessas células”, explica Daniel.

Sobre a possibilidade de estímulo e proliferação de células cancerígenas, ele explica que o período curto do procedimento não alteraria o curso do desenvolvimento do câncer. “Mas, claro, tudo é observado com cuidado, em diálogo com o mastologista e com protocolos individualizados para cada pessoa”, diz.

Outra opção apresentada pelo médico é o congelamento do tecido ovariano. No entanto, o procedimento é menos comum e, apesar de ter nascidos vivos, se trata de uma técnica em fase de experiência e as taxas de sucesso (gravidez) ainda são baixas quando comparadas às taxas de gravidez após congelamento de embriões e óvulos.

Ele explica que, após a cura e liberação do oncologista, não há contraindicações para uma gravidez após o câncer. “E as possíveis complicações na gravidez seriam complicações comuns a mulheres que não passaram por um câncer como a idade avançada, por exemplo”, diz.

Além dos dois métodos, Antônio de Pádua cita ainda a injeção de goserelina (Zoladex) durante a quimioterapia. Ela tem menor custo e atua no isolamento da reprodução dos óvulos durante o tratamento do câncer, reduzindo o risco de falha dos ovários. Atualmente, pacientes podem ter acesso ao medicamento de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde.