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Tapioca é opção para quem deve evitar o glúten, como os celíacos

17:00 | 11/03/2017

Livre do glúten, a tapioca é uma das saídas para quem precisa manter uma dieta livre da proteína. São pessoas que, de fato, veem o organismo prejudicado com o consumo do nutriente presente no trigo, centeio, cevada, além de híbridos e derivados. Nesse grupo, inserem-se os diagnosticados com a doença celíaca. Essas pessoas devem se manter distantes do consumo de glúten por uma questão de saúde, sob o risco de sofrer diarreias e cólicas intestinais, dentre outros sintomas mais graves.

A doença é caracterizada por uma intolerância permanente ao glúten e atinge cerca de 1% da população mundial, segundo a Organização Mundial de Gastroenterologia (WGO). Os pacientes diagnosticados com a doença celíaca, quando consomem a proteína, sofrem lesões inflamatórias nas paredes do intestino delgado. Com isso, o órgão diminui a capacidade de absorver nutrientes essenciais, como vitaminas e minerais, trazendo graves prejuízos nutricionais.

Para evitar esses problemas, os celíacos são submetidos a uma dieta livre de qualquer alimento que contenha glúten. Isso inclui, por exemplo, tudo o que é feito com farinha de trigo, como pães, bolos, tortas e massas. Para a grande lista de alimentos bloqueados, a tapioca é uma das alternativas baratas e acessíveis para o consumo. Por isso ela é tão presente na dieta dos celíacos.

O alimento está cotidianamente na mesa da empresária Ana Lúcia Cambé, 49 anos, desde que ela foi diagnosticada com a doença. Por opção, decidiu trocar o pão, mesmo feito com farinha livres de glúten, pela tapioca. O produto entrou no gosto de Ana Lúcia, principalmente, por ser um alimento que pode ser feito em casa, sem passar por processos de industrialização. “Eu acho mais saudável. Hoje, no mercado, tem a opção do pão sem glúten, mas ele é feito com massa branca. Eu continuo gostando da tapioca porque considero mais leve”, opina.

Mas a dieta restritiva também pode ser complicada para quem se acostumou com o pãozinho de todos os dias. O professor João Mateus Façanha, 22, sentiu a diferença. Quando foi diagnosticado com a doença celíaca, teve que abandonar o hábito de comer pães, bolos e pizzas para dar lugar a uma nova forma de se alimentar. Descobriu-se na tapioca.

“Foi muito difícil no começo, mas quando descobri que a tapioca podia ser um substituto do pão, por exemplo, eu adorei”, reparte. A troca foi natural. Nos últimos dois anos, o produto faz parte dos cafés da manhã. Sempre com recheios diferentes e com novas experiências. “Mudar os hábitos é sempre difícil. Mas eu percebi que isso tava me fazendo bem. Eu não tinha mais os sintomas e notei que isso importava muito”, conta. (Rômulo Costa)