PUBLICIDADE
VERSÃO IMPRESSA

MEC pretende implantar 108 escolas cívico-militares até 2023

Governo apresentou compromissos para a área que tem sido alvo de críticas desde o início da gestão

12/07/2019 02:17:16
COLÉGIO Militar de Fortaleza está entre as 203 escolas cívico-militares do País
COLÉGIO Militar de Fortaleza está entre as 203 escolas cívico-militares do País (Foto: Gabriel Gonçalves, em 12/09/2011)

 Ministério da Educação (MEC) pretende implementar 108 escolas cívico-militares até 2023. Essa é uma das ações previstas no Compromisso Nacional pela Educação Básica, documento apresentado nesta quinta-feira, 11, em Brasília. Ele reúne ações que estão sendo planejadas para serem implementadas até o fim do atual governo de Jair Bolsonaro.

Além das escolas militares, pretende-se dar celeridade à conclusão de mais de 4 mil creches até 2022; conectar 6,5 mil escolas rurais por meio de satélite em banda larga em todos os estados; e ofertar cursos de ensino a distância para melhorar a formação de professores, até 2020, entre outras ações.

O documento foi elaborado pelo MEC em conjunto com estados e municípios representados pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). As ações são voltadas para a educação básica, período que compreende desde o ensino infantil até o ensino médio.

O plano de ação, segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, visa dar mais protagonismo aos estados e municípios, seguindo o mote defendido pelo governo de menos Brasília e mais Brasil.

A intenção, de acordo com o MEC, é tornar o Brasil referência em educação na América Latina até 2030.

Um dos destaques do Compromisso Nacional pela Educação Básica é a implementação de escolas cívico-militares, pauta defendida desde a campanha do presidente Jair Bolsonaro.

Neste ano, o MEC passou a contar inclusive com uma Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares. A intenção é, de acordo com o plano apresentado ontem, implementar o modelo em 27 escolas, por ano, uma por unidade da federação. A medida, segundo o MEC, deve atender a 108 mil alunos.

Além das 27 novas escolas por ano, o MEC pretende fortalecer 28 escolas cívico-militares por ano, em conjunto com os demais entes federados, totalizando 112 escolas até 2023, atendendo a aproximadamente 112 mil estudantes.

As escolas cívico-militares são instituições não militarizadas, mas com uma equipe de militares da reserva no papel de tutores. A meta é aumentar a média do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Segundo o MEC, enquanto a média do Ideb em colégios militares é 6,99, nos civis é 4,94.

"Os pressupostos é que (a instalação das escolas) se dê em locais carentes, como foi o ensino médio em tempo integral. Se não se coloca em locais que sejam carentes, estará aumentando ainda mais a diferença de conhecimento dessa população", afirmou o secretário de Educação Básica do MEC, Jânio Carlos Endo Macedo. Ao todo, o governo pretende investir R$ 40 milhões por ano. (Agência Brasil)

Brasil

Segundo o MEC, já há 203 escolas do tipo no Brasil. Em Fortaleza, há o Colégio da Polícia Militar do Ceará, o Colégio Militar de Fortaleza e o Colégio Militar do Corpo de Bombeiros.

Redação O POVO Online