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Para urbanista, é preciso integrar diversos usos no bairro

13/06/2019 01:30:29

Na maior parte do mundo, os centros têm perdido parte da vitalidade. Disputados durante o horário de funcionamento do comércio, são ocupados na outra parte do tempo, quase que exclusivamente por pessoas em situação de rua.

Para o arquiteto e urbanista o espaço tomado por essa população não é, nem de longe, menos digno. A questão é que a função do espaço urbano precisa ser ampliada.

O Fortaleza 2040 prevê uma reurbanização em toda a área do Centro, havendo a preservação dos bens tombados e do entorno, como é definido por lei. "Quando cheguei garoto de Quixeramobim, o Centro era um verdadeiro HUB: era dele que partiam e chegavam todos os transportes da Cidade e era democrático. Quem andasse, chegava. As distâncias se mediam em passos. Quando aparece o transporte motorizado, isso se transforma", reflete.

Até o início década de 1970, boa parte da área que compõe o Centro da Capital tinha vida pulsante. Fausto, responsável ao lado do arquiteto e urbanista Delberg Ponce de Leon, pelos projetos da Praça do Ferreira, do Centro Dragão do Mar e da urbanização da Ponte dos Ingleses, defende que intervenções que estimulem a convivência de vários usos no bairro - habitação, transporte urbano, emprego, lazer, turismo.

Para que a cidade aconteça, diz Fausto, é necessário que um conjunto de ações se concretize. "O ideal é ter numa vizinhança espaços para viver bem a vida privada e a vida em comunidade". A demanda de habitação surgiria naturalmente se houvesse um espaço público ocupado de forma adequada. "As pessoas sabem quando o espaço público é atrativo e o Centro perde isso à 18 horas. Ele oferta esses atrativos, então, de maneira limitada, no sentido de segurança, serviços, espaços de lazer", provoca.

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