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Cabeto: "A saúde é um vetor de desenvolvimento fundamental na sociedade"

| SABATINA| Coordenador do grupo de implantação do Distrito de Inovação em Saúde de Porangabussu foi primeiro entrevistado da 13ª edição da série Debates Grandes Nomes

07/11/2018 01:30:00
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A saúde precisa ser vista cada vez mais de forma contextualizada. A partir de uma relação intrínseca com formação urbana, violência, saneamento e indústria, por exemplo. Para melhorar o uso das novas tecnologias na promoção da saúde são necessários diversos atores. Planejamento a longo prazo e fiscalização da eficiência dos processos por parte do Estado, além de maior investimento do setor privado em produção de conhecimento, pontua o médico Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, conhecido como Cabeto, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC).

 

?O coordenador do grupo de implantação do Distrito de Inovação em Saúde de Porangabussu foi o primeiro entrevistado da 13ª edição da série Debates Grandes Nomes, organizada pelo Grupo de Comunicação O POVO e transmitida ao vivo pela Rádio O POVO/CBN, e nos Facebooks da rádio e do O POVO Online.

 

Para Cabeto, é necessário rever estratégias de atendimento na saúde pública. "Tem o problemas das filas em hospital. A reação imediata da classe política é fazer mais hospitais. Alguém mediu a eficiência do atendimento? Quantas consultas, em média, precisam fazer para dar o diagnóstico e evitar que chegue à fase mais aguda da doença? Vamos ter que medir custo-efetividade".

 

Ante à problemática do altos custos da tecnologia, ele defende que o uso pode ser barateado e se refletir, principalmente, na prevenção. "A tecnologia é fundamental, e se por um lado parece mais cara, a tendência não é essa. Se o acesso a procedimentos de alta tecnologia são, no começo, muitos caros, alguns desses procedimentos que a gente vem usando muito pouco no Brasil podem baratear e muito. Por exemplo, quando a gente trata de autocuidado".

 

A saúde demanda maior investimento em produção de conhecimento e de uma relação mais estreita com o setor privado. No Brasil, 70% do investimento em tecnologia e produção do conhecimento advém de forma direta do Estado, de acordo com o médico. "O primeiro passo é aumentar o número de conhecimento, o que no Brasil está na universidade pública, na maior parte. O segundo é a incorporação dessas tecnologias nas empresas. O terceiro passo é haver política de Estado voltada para isso", lista.

 

Ele detalha ainda a importância do Polo Industrial e Tecnológico da Saúde (Pits) no Eusébio, e do Distrito de Inovação em Saúde de Porangabussu. "São complementares. A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) tem uma ação mais específica para a educação na área de saúde, a produção de fármacos, pesquisa. E o Porangabussu tem uma ação assistencial muito forte. Não dá para fazer isso sem linkar as coisas".

 

O Distrito de Inovação em Saúde, conforme Cabeto, deve ajudar a construir uma relação mais estreita das empresas com a estrutura hospitalar, possibilitando "esse contato entre o pesquisador e a geração do produto, via pequenas empresas, startups".

 

Perfil 

 

Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, conhecido como Dr. Cabeto, é professor associado da Universidade Federal do Ceará (UFC). Possui graduação em Medicina pela UFC, residência em Clínica Médica e Cardiologia no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e doutorado em Cardiologia pela USP. Experiência na área de cardiologia, principalmente nas áreas de sistema nervoso autônomo e doenças cardiovasculares. Foi diretor médico do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) por cinco anos e é coordenador do Grupo de Implantação do Distrito de Inovação em Saúde de Porangabussu.

Entrevistadores

Luis Viana

Mediador e apresentador da série Debates Grandes Nomes

Eduarda Talicy

Repórter do O POVO

Sara Oliveira

Repórter do O POVO

 

SERVIÇO

 

13° edição do Debates Grandes Nomes

Quando: Hoje, das 10 horas às 11 horas

Entrevistado: deputado federal eleito Célio Studart

Acompanhe: Rádio O POVO/CBN (FM 95.5 e AM 1010) e nos Facebooks da Rádio O POVO/CBN e do O POVO Online

Participe - Telefone: (85) 3066 4030. WhatsApp:
(85) 9 8166 5589

ANA RUTE RAMIRES

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