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Vírus que atinge rebanho em Forquilha não afeta humanos

| Peste Suína | A doença, no entanto, é fatal para animais e muito contagiosa. 109 porcos serão sacrificados no Ceará

01:30 | 11/10/2018

 

A produção de suínos no Ceará, escoada apenas entre os estados do Nordeste, deve permanecer impedida de ser comercializada para outras unidades da federação. Após a identificação de foco da Peste Suína Clássica (PSC) no distrito de Mulungu, próximo à sede de Forquilha, os 109 porcos contaminados devem ser sacrificados. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o caso não deve interferir nas exportações do Brasil. O comércio para outros países é realizado pelos estados Santa Catarina e Rio Grande do Sul, localizados na área livre da PSC, da qual o Ceará não faz parte.

 

A doença foi encontrada em uma propriedade familiar de subsistência e de caráter comercial pequeno. Conforme Amorim Sobreira, diretor de sanidade animal da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri), o foco encontrado está 800 km distante da zona livre da doença no Brasil. A zona livre é uma delimitação de áreas onde, a partir de estudos, foi confirmado que não há vírus circulante.

 

Apesar de não apresentar perigo para humanos, a doença é letal para os rebanhos, principalmente para animais mais novos.

 

"O sacrifício vai ser feito nos próximos dias. Precisam providenciar alguns detalhes, como o local, a máquina para cavar as valas onde os animais serão enterrados", explica. Amorim detalha que no Ceará existem aproximadamente 20 grandes produtores com produção a partir de 300 matrizes , com população de suínos em torno de 1,1 milhão de animais. São 53 mil cadastros de criação de suínos.

 

Segundo Paulo Hélder, presidente da Associação de Suinocultores do Ceará (Asce), fundos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina serão direcionados para ressarcir o produtor da propriedade em que o foco foi encontrado.

 

Marcelo Lopes, presidente Associação Brasileira de Criadores de Suínos, acrescenta que os procedimentos de biossegurança devem proteger as produções que comercializam os porcos. "Tomamos todos os cuidados, o Ministério da Agricultura vem trabalhando forte. Bloquear o transporte de animais de um estado para o outro", destaca. O tempo de bloqueio deve ser definido após análise da associação.

 

ANA RUTE RAMIRES