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Ramal Parangaba-Mucuripe do VLT é ampliado; obras no local continuam

| MOBILIDADE | Quatro novas estações do VLT são entregues e, somadas às quatro já em funcionamento, garantem deslocamento da Parangaba ao Papicu

01:30 | 07/07/2018
QUATRO ESTAÇÕES foram entregues ontem. O ramal funciona de forma gratuita AURÉLIO ALVES
QUATRO ESTAÇÕES foram entregues ontem. O ramal funciona de forma gratuita AURÉLIO ALVES

O transporte rápido por Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) foi reforçado, ontem, com a entrega de mais quatro estações, de dez previstas, do ramal Parangaba-Mucuripe. Com a inauguração, passageiros podem se deslocar, gratuitamente, na Cidade, através de oito estações que ligam a Parangaba ao Papicu, em um trajeto de 10,9 quilômetros.

Com 82% da obra finalizada, o projeto ainda aguarda a conclusão das estações Mucuripe e Iate, totalizando os 13,2 km de extensão e custo de R$ 700 milhões. Ao longo do percurso, os trabalhos permanecem para finalizar o ramal até o fim deste ano, prospecta o secretário estadual da Infraestrutura (Seinfra), Lúcio Gomes.

“Nós estamos inaugurando as oito estações, mas as vias, os viadutos, o gradil, a drenagem, a urbanização, que nós temos promovido em todo o entorno do percurso, a gente ainda vai continuar”, informa.

A expectativa é que o VLT, quando totalmente finalizado, atenda até 90 mil passageiros por dia. Durante a fase gratuita, esse público deve ser menor. “Mas não seria justo ter condição de entregar, mesmo que parcialmente, à comunidade para que ela vá utilizando o equipamento, e a gente não dispusesse”, defende o secretário.

Além das estações Parangaba, Montese, Vila União e Borges de Melo, que já funcionavam desde o ano passado, foram liberadas ontem: São João do Tauape, Pontes Vieira, Antônio Sales e Papicu. O funcionamento inicialmente será de segunda à sexta-feira, das 6h às 12h. Segundo a Seinfra, a operação comercial (paga) deve começar em 2019, mas ainda sem data definida. “A operação assistida (gratuita) é por um tempo limitado para que as construtoras tenham condições de continuar seus trabalhos”, explica Lúcio.

A integração entre o VLT e outros modais da cidade ainda é física, mas a expectativa é de que, em breve, seja da tarifa. “A ideia é que ainda este ano a gente possa iniciar a integração de todos os modais de transporte da Capital, tanto vans como ônibus como o VLT e o Metrô”, afirmou o governador Camilo Santana.

Sobre o atraso na entrega do modal, que deveria ter sido em 2014, Camilo cita o “problema das empresas que abandonaram a obra”, e a complexidade da execução do projeto, que necessita de remoção de famílias.

Das 3.300 desapropriações previstas, o governo ainda precisa indenizar cerca de 10%. “Mas negociar mesmo, são cerca de 5% (150)”, contabiliza Lúcio. Segundo o gestor, o valor com as indenizações gira em torno de R milhões, já previstos nos R$ 700 milhões orçados para toda a obra.

METRÔ

Camilo Santana anunciou que o contrato da Linha Leste do Metrô foi assinado e a previsão é que o resultado da licitação saia em breve. “A ideia é que a gente possa, ainda no mês de julho, iniciar as obras da Linha Leste”.

 

ISAAC DE OLIVEIRA