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Professor acusado de assediar aluna da UFC continua afastado

| APURAÇÃO | De acordo com universidade, a Comissão de Sindicância encaminhou relatório ao reitor para homologação. Após essa fase, resultado da investigação será divulgado

01:30 | 12/06/2018

PARECER de sindicância sobre suposto caso de assédio deve ser divulgado após homologação pelo reitor EVILÁZIO BEZERRA
PARECER de sindicância sobre suposto caso de assédio deve ser divulgado após homologação pelo reitor EVILÁZIO BEZERRA
 

A Comissão de Sindicância da Universidade Federal do Ceará (UFC), responsável por apurar suposto caso de assédio sexual de um professor contra uma aluna de 16 anos, concluiu os trabalhos. O relatório, de acordo com a instituição, foi encaminhado ao reitor, Henry Campos, para apreciação e homologação. Após essa fase, o resultado da investigação será divulgado.

 

Até lá, conforme recomendação do Departamento de Física da UFC, o professor permanece afastado das atividades de ensino.

 

O episódio ocorreu na noite do dia 12 de março, com uma estudante do curso de Agronomia da Universidade Federal do Ceará (UFC). 

Conforme relato de familiares, a adolescente de 16 anos ia assistir a uma aula, no Campus do Pici, quando foi assediada pelo docente.

 

Durante a aula, o professor chamou a aluna para fazer uma demonstração prática sobre força. Ele teria pedido que a jovem ficasse de costas, empurrando-a com força três vezes seguidas. Após o terceiro ato, teria proferido comentários de cunho sexual como “ela gosta” e “porrada por trás sempre é gostoso”. Em seguida, teria agarrado a vítima pelas costas, levantando-a.

À época, a UFC abriu sindicância para apurar o caso e a família registrou Boletim de Ocorrência (B.O.) na Delegacia de Defesa da Mulher, sendo a investigação posteriormente transferida à Delegacia de Combate a Exploração da Criança e Adolescente (Dececa).

No fim do mesmo mês, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou dois procedimentos para investigar o caso. O primeiro, do Núcleo de Tutela Coletiva (NTC), pela procuradora Nilce Cunha, ainda está em fase de instrução, isto é, investigação interna. A segunda frente de atuação, do procurador Carlos Wagner, classifica-se como Núcleo Criminal, e é sigilosa.

Por meio de nota, a Dececa informou que a mãe da vítima foi convidada a comparecer para representar criminalmente o fato, mas, até o momento, não havia ido à delegacia. “O crime de agressão é uma infração que precisa de representação da vítima ou do responsável, quando a vítima tiver menos de 18 anos, para dar andamento ao trabalho policial”, indica a nota.

O POVO tentou contato com a mãe da vítima, mas não obteve resposta até o fechamento desta página.

GABRIELLE ZARANZA