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Lojistas fazem campanha para pagar tratamento de criança com leucemia

| SOLIDARIEDADE | A menina foi diagnosticada com a doença em maio do ano passado e, neste ano, fez um transplante de medula óssea, mas o câncer voltou

01:30 | 19/06/2018
RÉGIS FEITOSA e a filha Beatriz: campanha para pagar o tratamento  ARQUIVO PESSOAL
RÉGIS FEITOSA e a filha Beatriz: campanha para pagar o tratamento ARQUIVO PESSOAL

 

Movidos pelo sentimento de solidariedade a Beatriz Feitosa, criança de 10 anos que está com leucemia, donos de lojas e vendedores dos shoppings Iguatemi e RioMar Fortaleza estão vendendo pulseiras da Seleção Brasileira. As arrecadações vão ajudar financeiramente a família da criança, que já acumula dívidas no valor de R$ 250 mil. A menina foi diagnosticada em maio do ano passado e, neste ano, fez um transplante de medula óssea, mas o câncer acabou voltando.

Danielle Lyra, 52, é proprietária do estabelecimento infantil Clube da Estrelinhas, com sede nos dois shoppings, e ficou sabendo da história de Bia (como a chamam), através de uma amiga lojista que tem uma filha com problemas de saúde parecidos. “Eu fiquei muito tocada com a história e convoquei um grupo de lojistas pra fazer uma vaquinha e ajudar os pais da Bia pra ver se a gente consegue pelo menos amenizar a situação”, comenta em entrevista ao O POVO Online.

Danielle explica que compra as pulseiras e dá para quem quiser ajudar, com a condição de a pessoa só pegar a quantidade que tem certeza que vai vender. Ela conta ainda que, em pouco tempo, os resultados já são animadores. O boca a boca e a comoção nas redes sociais está ajudando no processo. “Já tem gente vindo de todos os lugares, são 250 lojistas (entre Iguatemi e RioMar), instituições públicas, escolas de inglês, cabeleireiros, consultórios médicos. Tem muita gente vindo, os vendedores estão bem engajados”, afirma. Comovidas, algumas pessoas até já fizeram camisetas de apoio. A pulseira custa R$ 5.

 

Para quem deseja ajudar, as lojas participantes da campanha fixam um cartaz em seu estabelecimento, intitulado “Vamos ajudar a Bia”. Danielle ficou sabendo da luta de Beatriz na semana passada e pouco tempo depois já deu início à campanha. “Eu fui no Centro e comprei cerca de 5 mil pulseirinhas do Brasil. Como está em época de Copa, as pessoas se interessam mais. Sair pedindo dinheiro é mais difícil, as pessoas às vezes desconfiam”, justifica.

Em conversa com O POVO Online, o pai de Betriz, Régis Feitosa, 48, explicou que a doença da filha foi repassada geneticamente por ele. Régis tem uma doença chamada Leucemia Linfoide Crônica, o que faz todos os seus descendentes terem câncer. “Todos os meus filhos tiveram câncer, os mais velhos já se curaram e agora a Bia está com esse quadro”.

A família teve de se mudar para São Paulo em junho de 2017 em busca de melhores tratamentos. Bia está internada no Hospital Sírio Libanês, onde realizou o transplante no último dia 23 de fevereiro. “Atualmente, ela permanece no hospital, só fica deitada e à base de sedativos para amenizar as fortes dores. Só resta esperar agora, ela não pode fazer outra cirurgia porque o organismo não aguenta”, pontua o pai.

MATHEUS FACUNDO