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Comunidade denuncia falta de estrutura na creche onde acidente ocorreu

01:30 | 24/05/2018

Revoltados com o acidente que resultou na morte de uma das alunas do Centro de Educação Infantil Professora Laís de Sousa Vieira Nobre, moradores do Ancuri foram à porta da unidade de educação pedir justiça. No fim da manhã, era intensa a movimentação de pessoas na rua Jorge da Veiga. Equipes da Polícia Militar acompanhavam os trabalhos periciais, dadas as ameaças a funcionários da creche.

Mães de alunos relataram frequentes queixas sobre as condições da escola. Segundo relatos, havia risco de choques ao tocar as paredes molhadas em dias de chuva.

"Um lugar de crianças com uma fossa aberta? Isso é errado. Esse colégio tem que ser agora fechado", protestou a tia de Hannah, Cleide Andrade de Lima, sem entender por que a sobrinha não fora salva.

“Há mais de dez anos nós debatemos sobre a estrutura física dessa escola. Na verdade, é um casebre. Era o anexo da Escola de Ensino Fundamental Moreira Leitão e se transformou em um Centro de Educação Infantil há uns dois anos. Mas não tem estrutura nenhuma”, conta Lúcia Ângelo, 52, da Associação Santo Dias, que atua na comunidade.

De acordo com ela, após denúncia, foi feita reforma na unidade. “As crianças passaram uns quatro meses sem aula para fazer a reforma, em 2016, mas não foi feita. Simplesmente mudaram algumas lâmpadas, pintaram as paredes e essa foi a reforma. O piso continuou da mesma forma, sem nenhuma estrutura”, criticou.

Na manhã de hoje, mães de alunos devem realizar protesto na frente da creche onde o acidente ocorreu. (Ana Rute Ramires e Igor Cavalcante)