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Especialista diz que metrô é para cidades com mais de 5 milhões de habitantes

| MOBILIDADE | Robert Cevero, da Universidade da Califórnia, apresentou outras soluções para cidades como Fortaleza

24/03/2018 01:30:00
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Ao colocar na ponta do lápis os benefícios dos meios de transporte coletivo para as cidades, os estudos do professor Robert Cervero, que atua na área de Planejamento de Transportes Sustentáveis, chegaram a uma conclusão. A implantação de metrôs só se justifica em municípios com mais de cinco milhões de habitantes. Diretor do Instituto de Desenvolvimento Urbano, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, Cervero defende que, para cidades como Fortaleza, que tem 2,6 milhões de habitantes, o ideal seria o investimento em ações como linhas exclusivas de ônibus.
[SAIBAMAIS] 

O professor apresentou essa visão no 2º Seminário Internacional de Políticas Públicas Inovadoras para Cidades, que ocorre até hoje, no Centro de Eventos do Ceará. No encontro, gestores municipais de Fortaleza e de outras capitais do Nordeste compartilham desafios de projetos de sucesso que transformaram cidades.
 

Muitos estudos mostram que, quando as cidades crescem, tanto o trânsito quanto o tráfego no sistema de ônibus e malha rodoviária não conseguem acomodar tanta demanda. “O único jeito sustentável de transportar muitas pessoas em cidades com menos de cinco milhões de pessoas é com estímulo do uso da malha rodoviária”, aponta o professor. Mesmo contabilizando os gastos que as prefeituras terão com a malha asfáltica e com a frota de ônibus, ainda de acordo com Cervero, ele é bem menor que os custos para o funcionamento do metrô.
 

Para Piedad Patricia Restrepo, professora do curso de Economia na Universidade e Antioquia, na Colômbia, o planejamento permite vislumbrar as cidades em 20 ou 30 anos e ver que necessidades elas terão. “Há projeções que dizem que a população de Fortaleza chegará, em 2040, a 5 milhões de habitantes e que será necessário pensar em metrô. Mas esse pensamento não deve ser único”, informa. A preocupação do sistema público deve pensar também em diminuir as desigualdades e focar, em primeiro lugar, segundo a professora, em questões ligadas ao acesso à saúde, mais empregos, educação e moradia de melhor qualidade. (Angélica Feitosa).

 

SÁBADO
 

PROGRAMAÇÃO
9 horas: Economia e Sociedade: Perspectivas Inovadoras e Redução de Desigualdades

10h30min: Inovações em Conhecimento e Tecnologias em Educação

14 horas: Inovação em Saúde: Atendimento em Urgência e Telemedicina

16 horas: Mobilidade Urbana em Cidades sustentáveis e Acessíveis

Local: Centro de Eventos do Ceará (av. Washington Soares, 999 - Edson Queiroz) 

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