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A violência simbólica e o preconceito como agressão

16/02/2018 01:30:00

Até mesmo forma de olhar as pessoas em situação de vulnerabilidade, a partir de uma perspectiva da violência como um fenômeno complexo, repercute na sociedade.  

A partir dessa análise, Rejuvânia Matos, assessora da Cáritas Brasileira-Ceará, defende “princípios éticos a partir da fé”. “A partir dessa leitura da realidade, a gente trabalha na agenda do desencarceramento, de repensar nesse modelo carcerário ultrapassado, na importância do desarmamento”, lista.   

“É preciso analisar as principais causas que estão relacionadas, inclusive com um olhar mais antropológico sobre as questões que refletem no cotidiano”, discute Francisca Nobre, coordenadora da Pastoral do Menor. Ela explica que é preciso analisar em uma dimensão biopsicossocial e não reforçar posturas estigmatizadoras. “Temos que ampliar nosso olhar para essa pessoa que socialmente construímos um estigma, o traficante. Os meninos e meninas da comunidade não são traficantes, trabalham para o tráfico”, diz.  

Padre Lino Allegri, coordenador da Pastoral do Povo da Rua, destaca o preconceito como forma de agressão. “Não me refiro à violência de brigas e assassinatos que existem e é importante destacar, mas à violência cotidiana.  

 

Pelo fato de serem moradores de rua, constantemente sofrem violência. A violência do preconceito da sociedade, do descaso tanto do poder público”, exemplifica.

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