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Final dos sonhos (de franceses e croatas)

01:30 | 12/07/2018

Ontem, a Croácia fez história. Menor país europeu numa final de Copa do Mundo, os nanicos balcânicos derrubaram os gigantes “criadores do futebol”. O Mundial não volta para casa, não importa o quanto os ingleses cantem.

Assim, temos uma reedição da espetacular semifinal da Copa de 1998 — aquela, em que a Croácia abriu o placar com Suker e dois gols do lateral Thuram garantiram a virada histórica. A França é favorita, como seriam Brasil, Bélgica ou Uruguai caso tivessem passado por quartas e semi. Não que os croatas rechacem a pecha de azarões — é ela que sustenta um time que, no suor, passou por três prorrogações para chegar a essa decisão.

Nos últimos 20 anos, essa é a terceira final da França. Hoje, parece que os Bleus são uma dessas seleções que sempre estiveram lá — como Brasil, Itália, Alemanha. Mas antes do título de 1998, os franceses nunca haviam sido finalistas. Essa “geração de ouro”, que derrubou a dos belgas, é fruto de investimento bem feito e da política externa do país — grande parte do elenco é imigrante ou descendente de imigrante. Time miscigenado, recheado de diferentes forças.

No domingo, 15, o mundo se divide entre duas torcidas. Quem gosta de azarão e quem prefere a tradição. Os croatas, com seu toque de bola e habilidade, são os nossos parentes futebolísticos mais próximos — dá até mais vontade de torcer. Já os franceses estão lá para mostrar que viraram, de vez, um time grande global.

 

DOIS LADOS NA FINAL

No domingo, 15, o mundo se divide entre duas torcidas. Quem gosta de azarão e quem prefere a tradição.

ANDRé BLOC