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Briga jurídica dá sobrevida à pré-candidatura Lula

01:30 | 09/07/2018

Longe de se esgotar na tragicomédia jurídica de ontem, a prisão do ex-presidente Lula, que completou três meses no sábado, vai continuar a render, seja na retomada dos trabalhos pelo Supremo após o recesso em agosto, seja nas disputas e costura de alianças políticas para as eleições. Mantido em Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Lula voltou a mobilizar o País, agora como parte de um cabo de guerra entre diferentes instâncias da Justiça. A briga, se não significou a soltura do petista, garantiu coesão à militância em torno de sua defesa, animando setores do partido que já pressionavam pela escolha de um plano B para Lula. Mesmo precária, a decisão do desembargador Rogério Favreto fez ver a possibilidade de liberdade ao ex-presidente, que, ao menos por enquanto e a despeito de sua condenação, continua como pré-candidato ao Planalto. A reação dos demais postulantes à Presidência também evidencia incômodo com uma eventual participação de Lula na corrida eleitoral. A menos de três meses das eleições, o debate em torno da prisão em segunda instância tende a magnetizar a audiência, com potencial para incidir diretamente sobre o andamento da campanha. Em setembro, o STF muda de comando, passando às mãos de Dias Toffoli, o mesmo que vem proferindo decisões na Segunda Turma que contrariam a Lava Jato. Antes disso, porém, a Corte terá de se haver com os recursos impetrados na Corte. O episódio de ontem, por rocambolesco que seja, serviu para mostrar que a prisão de Lula é questão a ser enfrentada o mais brevemente possível.

 

PRISÃO


Mantido em Curitiba, onde cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Lula voltou a mobilizar o País, agora como parte de um cabo de guerra entre diferentes instâncias da Justiça.

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