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Copa do Mundo: dia de cobranças para a seleção brasileira

01:30 | 27/06/2018
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Muito brasileiro lamentou a classificação da Argentina na Copa do Mundo, mas poucos povos entendem a cobrança por resultados positivos quanto nós e eles. Lá, a pressão é pelo primeiro título da seleção principal desde 1993 — um escárnio para uma nação apaixonada pelo esporte mais popular do mundo.


Cá, o fantasma da eliminação espreita uma geração já marcada pelo (inesquecível) 7 a 1. Hoje, contra a Sérvia, há um antecipado clima de mata-mata, algo não muito comum a uma seleção com a tradição de ganhar os dois primeiros jogos na fase de grupos. O empate com a Suíça mantém vivo o risco de degola precoce. Não aquele alarme de quase eliminação que a Argentina superou ontem, mas bem que corremos o risco de corações disparados até o finalzinho dos acréscimos do segundo tempo.
 

Para Brasil e Argentina (e Alemanha e quase mais ninguém), brigar por título é obrigação. Aqui, é ainda pior. Jogar bem é obrigação. Caso o Brasil passe para as oitavas fazendo o feijãozinho-com-arroz que apresentou até agora, o clima de funeral permanece na torcida. E se a Sérvia vencer... Confesso que em 30 anos de vida não presenciei uma queda na fase de grupos. Portanto, faço a Glória Pires: “Não sou capaz de opinar”.


O País é acostumado a vencer. Pelo menos no futebol, que é das poucas áreas em que o Brasil exerce domínio sobre o resto do mundo. Jogamos hoje por uma classificação. E ai de nós se ela não vier.

 

ANDRÉ BLOC
EDITOR-ADJUNTO DE ESPORTES
andrebloc@opovo.com.br

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