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No cenário, a pergunta que o Datafolha não ajuda a responder

01:30 | 11/06/2018

É desafiador traçar um cenário mais definitivo sobre a campanha eleitoral que teremos no Brasil em 2018, a partir da principal informação embutida na pesquisa do Instituto Datafolha que teve os números apresentados ontem: aquele que lidera a intenção de votos de hoje da população, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, dificilmente estará com seu rosto na urna eletrônica quando o esperado 7 de outubro chegar. Sem ele, abre-se uma grande interrogação que a estratégia meio suicida assumida pelo partido torna impossível formular uma resposta que sirva para agora.
 

A ausência de Lula, somada à pouca disposição petista de discutir neste momento quem seria o herdeiro natural de sua força eleitoral, reafirmada na pesquisa inclusive em relação à capacidade de transferência de voto, alimenta um quadro futuro que é de incerteza absoluta. Jair Bolsonaro (PSL), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e os vários outros pré-candidatos com performances avaliadas pelo Instituto encontram dificuldades reais para avançarem em seus projetos eleitorais, apesar da inviabilidade jurídica quase inevitável de quem segue à frente na intenção de escolha da população. Mesmo preso, apesar de condenado.
 

O descrédito geral na política pode justificar uma parte da situação. No entanto, somente erros de estratégia que precisam ser corrigidos poderão explicar o fato de um pré-candidato na cadeia há dois meses, condenado a mais de 12 anos, resistir como voto preferencial do eleitor. A verdade é que ninguém está conseguindo se viabilizar como opção ou alternativa a Lula.

 

OS ERROS EXPLICAM A FORÇA
 

Um pré-candidato preso há dois meses, condenado a mais de 12 anos, resistir como voto preferencial do eleitor 

 

GUÁLTER GEORGE
EDITOR DE POLÍTICA
gualter@opovo.com.br

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