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Espaço para disputa pelo Governo do Estado há, mas é preciso proposta

01:30 | 23/05/2018

É esquisita a arrumação extravagante de partidos em torno da provável tentativa de reeleição do governador Camilo Santana (PT). Para refrescar as memórias, 24 legendas, de um total de 35 possíveis, decidiram que estarão no palanque do petista em 2018. Todo candidato busca o máximo de apoio às suas postulações, é normal, mas isso não elimina o sentido de estranheza diante de uma situação como a que se experimenta agora no Ceará. Uma coisa é o político querer a quase unanimidade, outra, diferente e rara, é obtê-la.


Nem entro muito nessa história de recuperar o que uns diziam dos outros antes, sob o pretexto de discutir incoerências. Afinal, se Domingos Filho outro dia considerava a gestão estadual “sem planejamento” ou acusava Camilo de ser “capacho” dos Ferreira Gomes, na oposição e ao lado do seu principal líder Tasso Jereissati, para citar apenas um caso, está o ex-deputado e ex-prefeito Roberto Pessoa, que surge orgulhoso ao lado do tucano nestes tempos, mas, no passado, lembremos, o desancava sem dó. Enfim, isso é política.
 

A dúvida que fica é se o grande acordo em torno de Camilo deixa espaço para uma disputa verdadeira pelo voto do eleitor. Claro que sim, digo eu, desde que os oposicionistas consigam levar às ruas uma campanha que exponha as reais fraquezas do Governo (que existem, apesar do apoio sobrando) e apresentem alternativas diferentes e factíveis para enfrentar e superar os grandes problemas do Ceará. Com relação a este ponto, sim, predomina hoje o mais puro ceticismo. 

 

EM BUSCA  DE APOIO
 

Todo candidato busca o máximo de apoio às suas postulações, é normal, mas isso não elimina o sentido de estranheza diante de uma
situação como a que experimenta o Ceará

 

GUÁLTER GEORGE
EDITOR-EXECUTIVO DE POLÍTICA
gualter@opovo.com.br 

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