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Ciro e a habilidade para o jogo político

01:30 | 11/05/2018

Se o temperamento de Ciro Gomes (PDT) sempre foi um risco às suas pretensões eleitorais, a habilidade para o jogo político é inegável. Desde o início do ano, quando a movimentação pela pré-candidatura se intensificou, o pedetista tem mantido um olho no peixe e o outro no gato. 


Lamentou e prestou solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando foi decretada a prisão dele, mas não tem poupado críticas ao PT. Busca herdar os votos do petista, preso há pouco mais de um mês, mas não abre mão do espaço que pode ocupar entre os eleitores anti-Lulistas. Mira o público que vota à esquerda ao mesmo tempo em que flerta com o mercado financeiro. 

 

Demarca território no Nordeste e articula para vice um nome ligado ao Sudeste. 

Tenta se aliar ao PP e também ao PSB e ao PCdoB.
 

Com todas as incertezas em torno da candidatura de Lula, Ciro tem se mostrado o nome de centro-esquerda com melhor rendimento nas pesquisas de intenção de voto e maior capacidade de articulação para formar alianças. Há quem diga que, hoje, ele tenta se construir como o nome mais próximo do perfil conciliador que tinha Lula, quando eleito em 2002. Resta saber se a ambiguidade do jogo será o bastante para levá-lo ao segundo turno e aglutinar apoio das demais lideranças de esquerda. 

 

CIRO PAZ E AMOR


Há quem diga que, hoje, Ciro tenta se construir como o nome mais próximo do perfil conciliador que tinha Lula, quando eleito em 2002

 

LUCINTHYA GOMES
EDITORA DE POLÍTICA
lucinthya@opovo.com.br 

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