PUBLICIDADE
VERSÃO IMPRESSA

Força e energia!

Capa da Glamour do mês, Bianca Bin fala sobre feminismo, carreira e papel desafiador que encara na trama das 21h da Globo

00:00 | 14/01/2018

Corajosa e externando boas energias, a atriz Bianca Bin brilha no horário nobre da Rede Globo, interpretando sua quarta protagonista em O Outro Lado do Paraíso, trama de Walcyr Carrasco. Ela foi apresentada às telinhas aos 16 anos, quando viveu Marina Miranda na série teen Malhação. De lá para cá, sua lista de conquistas só tem aumentado. Recentemente, passou por uma mudança radical. Antes ostentava longas madeixas, mas acabou cortando os fios na altura dos ombros e aderindo à franjinha para viver a nova fase de Clara. 

Aos 27 anos, a paulistana virou pauta nacional e vem deixando o telespectador eufórico ao dar vida à personagem, que começou na novela como uma jovem simples, bonita e um pouco inocente em relação ao amor. 

 

Depois de muito sofrimento, ela conseguiu dar a volta por cima e vem se mostrando uma mulher completamente decidida, com sede de vingança e justiça a cada capítulo.  

Com rotina de trabalho de onze horas diárias, ela revela que é um papel desafiador, que tem mexido com seu psicológico. “Trata-se de uma história densa, fora da minha zona de conforto. As cenas exigem muito emocionalmente. O corpo não entende que é de mentira e solta muita adrenalina. É difícil não misturar, fico confusa, à flor da pele. Preciso meditar para me desligar quando chego em casa”, declara Bianca em entrevista à Revista Glamour deste mês, da qual é capa. 

Quem acompanha a atriz no Instagram (@biancafbin) vê a relação que Bianca mantém com a natureza e o estilo de vida desacelerado que escolheu para enfrentar os dias. Ao final das gravações de Cordel Encantado, a jovem atriz teve uma crise de pânico que fez com que repensasse seu ritmo. “Tirei nove meses de férias – saí de um ritmo frenético de gravações e entrei numa entressafra pacata. Com a cabeça vazia, pirei. Comecei a ter muitas crises de ansiedade. Sentia que ia vomitar em quem estivesse na frente, principalmente em teatros, pré-estreias de filmes e eventos cheios de fotógrafos e jornalistas. Fui procurar ajuda e descobri que era o início de uma síndrome do pânico. O que me salvou foi a microfisioterapia, uma técnica francesa de reprogramação celular por meio do toque. Estou sempre alerta e, quando vejo que o padrão do pânico está se repetindo, busco parar, respirar e me reconectar comigo mesma, com a minha essência”, conta a atriz na mesma entrevista.  

Definindo-se uma pessoa “com espírito de guerrilheira”, Bianca Bin teve uma criação machista. Por isso, desde muito cedo aprendeu que ser mulher é se posicionar dentro de casa, no trabalho e na relações. “Quero igualdade e justiça. Trabalho em um universo masculino e preciso me colocar. Ali dentro a gente também ganha menos que os homens. Não tem como não tocar nesse assunto. Isso é estatística, acontece em todas as profissões. A gente está vivendo uma primavera feminista linda. Temos que nos posicionar, exigir respeito e igualdade.”, finaliza Bianca com esse convite a todas as mulheres. 

 

RAFAELLA GIRãO