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Agressão e crimes de ódio serão investigados

| MPE E ABIN | Caso de agressão a universitário será investigado por órgãos. Ontem, jovens se reuniram na Praça da Gentilândia para protestar contra crimes de ódio

22/01/2018 01:30:00

 
Ministério Público Estadual (MPE) e Agência Brasileira de Inteligência (Abin) investigarão o caso de um jovem universitário que afirma ter sido agredido pelo grupo conhecido como “Carecas do Brasil”. Ontem, cerca de 40 jovens se reuniram na Praça da Gentilândia, onde a agressão ocorreu, para manifestar repúdio a crimes de intolerância.


O ataque sofrido pelo universitário, na última quinta-feira, 18, levantou o debate sobre a existência de grupos de skinheads em Fortaleza. Para o MPE, as investigações têm como base também repetidas postagens em redes sociais fazendo apologia ao atissemitismo, discriminação e preconceito étnico e sexual. Todos considerados crimes de ódio.


Em sua rede social, o universitário descreveu que foi cercado e recebeu socos. “Enquanto eles me batiam, só ouvia algo relacionado a ser um viadinho e um preto imundo”, detalhava.

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O posicionamento dos órgãos de segurança foi divulgado após outra agressão, dessa vez contra três componentes do grupo “Carecas do Brasil”. No sábado, 20, durante entrevista ao O POVO, quatro homens os surpreenderam atirando pedras. O grupo justificou que a agressão que teria ocorrido na quinta-feira, 18, na Praça da Gentilândia, teria sido um empurrão. Informação foi negada pelo universitário, que contou em redes sociais a violência sofrida.


Ontem, na Praça da Gentilândia, o chão, que havia sido palco de intolerância na quinta-feira, 18, ganhou tinta, palavras e frases em busca de igualdade. Feminismo, justiça e posicionamentos culturais e históricos contra o fascismo eram os principais escritos. Além de palavrões.


Durante a mobilização, apesar do aparente objetivo comum, dois grupos estavam separados. E se ouvia provocações ecoando no meio da Praça. No início da noite, quatro policiais abordaram um dos grupos e com ele encontraram canivetes, correntes e estilingues com bilas. 

Gabrielle Zaranza

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