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Jornal
Marcos André Borges

Três décadas DE EVOLUÇÃO

O diretor-geral da VSM Comunicação lembra da trajetória da empresa que foi pioneira no mercado de comunicação corporativa no Ceará e destaca os caminhos trilhados para alcançar a credibilidade do negócio

17/03/2019 02:21:00
FORTALEZA, CE, BRASIL, 23-07-2014: Marcos André Borges, proprietário da VSM Comunicação. Entrevista com Marcos André Borges. (Foto: Edimar Soares/O POVO)
FORTALEZA, CE, BRASIL, 23-07-2014: Marcos André Borges, proprietário da VSM Comunicação. Entrevista com Marcos André Borges. (Foto: Edimar Soares/O POVO) (Foto: O POVO)

Há 30 anos, o mercado da comunicação corporativa não era explorado no Ceará, e o então estudante universitário do curso de Comunicação Social, Marcos André Borges, resolveu desbravá-lo em 1989 junto de outros dois colegas e formar a VSM Comunicação.

O pioneirismo não tira o foco de seu diretor-geral, que constantemente pensa em novidades para os seus mais de 20 clientes. Carteira que inclui empresas de segmentos como construção pesada, saúde, apps de transporte, shopping centers, além de gestões municipais e sindicatos. Em conversa com O POVO, Marcos André destaca que "manter uma empresa por três décadas com o mesmo CNPJ é motivo de orgulho para qualquer empresário".

O POVO - Quais são os detalhes dessa trajetória empresarial que chega a 30 anos em 2019?

Marcos André Borges - O início da VSM aconteceu quando ainda era estudante da Universidade Federal do Ceará (UFC), onde comecei aos 17 anos a trabalhar em rádios, jornais, televisão, e tive experiência de fazer um concurso para o setor de comunicação do Banco do Nordeste (BNB), mas acabei não me adaptando. Como lia bastante sobre as movimentações do mercado de comunicação, comecei a perceber que existia um mercado em potencial para ser desenvolvido nesse setor. Na verdade, na época se restringia basicamente a assessoria de imprensa e projetos editoriais mais focado no eixo Rio-São Paulo, pois a atividade se evidenciou depois da chegada de multinacionais ao Brasil. E as primeiras agências de comunicação começaram a crescer por lá. Aqui no Ceará era um mercado que não existia na área, então resolvi investir de forma empírica, me atualizando e vi que tinha um potencial mercado a ser explorado. Eu e dois colegas estudantes resolvemos empreender nesse ramo que começou com assessoria de imprensa e projetos editoriais. E depois evoluiu para uma empresa de comunicação corporativa.

OP - Qual foi o momento em que vocês impulsionaram o negócio neste início de atuação?

Marcos André - Existia o Banfor, que era do mesmo grupo a que pertencia a Tribuna do Ceará, e eles resolveram trazer a Fortaleza para uma palestra do Antoninho Marmo Trevisan, consultor famoso e que hoje tem uma editora de consultores Trevisan. Fomos convidados para fazer a assessoria de imprensa do evento e Trevisan gostou bastante ele passou a nos contratar para fazer trabalhos de outras empresas, que inclusive trabalham conosco até hoje. A partir daí, os nossos principais clientes eram empresas que estavam se instalando no Estado, mediante o grande processo de industrialização que estava acontecendo na época do primeiro governo Tasso Jereissati.

OP - Esse maior investimento em comunicação é a principal evolução que o senhor percebe no mercado empresarial local? Qual foi o maior desafio durante o processo?

Marcos André - O que percebemos foram muitas mudanças ao longo destes 30 anos. O primeiro aspecto foi a transição de uma comunicação passiva para uma mais colaborativa. Quando começamos a atuar no segmento, éramos os detentores da informação e o que era comunicado era feito somente por nós profissionais da comunicação e nossos assessorados. Hoje isso mudou, o público dos nossos clientes tem um papel mais relevante na definição dessas estratégias de comunicação. É preciso estar atentos àquilo que eles nos demandam. Mas precisamos estar antenados com a instantaneidade do mundo virtual, conseguir mensurar o tempo real, sustentar o alcance que esperamos, realizar os ajustes necessários.

OP - Qual foi o tamanho do desafio de desbravar a comunicação no serviço público?

Marcos André - Nós fomos a primeira empresa de comunicação do Brasil a desenvolver trabalho para o setor público na época da privatização da Coelce (antiga Companhia Energética do Ceará e atual Enel Distribuição Ceará) e criação da Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce). Foi um desafio muito grande pela novidade que era, por ser a primeira empresa a atender um governo com essa iniciativa. Atuamos até hoje no setor público, mas naquele momento existia o desafio do novo. Novo também na idade, porque a reputação é o ativo mais importante de qualquer empresa, seja pública ou privada. E éramos muito jovens nesse mercado, mas o que prevaleceu foi o bom trabalho.

OP - O atual momento econômico, que tornou investimentos mais difíceis para algumas empresas, fez o mercado da comunicação arrefecer?

Marcos André - A longo desses 30 anos, as oscilações na economia e política sempre foram constantes. Sem dúvida, são obstáculos que dificultam a manutenção da atividade. Conseguir se manter por três décadas com o mesmo CNPJ é motivo de orgulho para qualquer empresário. Eu não costumo atribuir às variáveis os insucessos, até porque acredito que a comunicação integrada que desenvolvemos e a rede de relacionamento que construímos de uma forma muito significativa fizeram com que a gente adquirisse muito respeito e mantivemos a política de sempre inovar, nunca ficar numa zona de conforto.

OP - O que a empresa pensa a respeito do reconhecimento por meio de prêmios?

Marcos André - Na verdade, tenho como política uma prática diferente de outras agências, principalmente, das agências de publicidade que investem fortemente na participação de prêmios, em que muitas vezes é preciso pedir votos. Para mim, não interessa participar destes prêmios. A única vez que participamos do maior prêmio em disputa no setor de comunicação corporativa, que é o Prêmio Associação Brasileira de Jornalismo Empresarial (Abeje), fomos a primeira empresa do Nordeste a ganhar duas etapas do prêmio. A etapa Nordeste e a etapa Brasil. É uma política que confesso estar pensando em rever a partir deste ano, em que a empresa completa 30 anos. Isso é até um pedido dos colaboradores. Mas sou mais focado nos resultados para o cliente.

OP - Nesses 30 anos, a VSM trabalhou com muitas empresas de diversos setores. Quais foram os trabalhos que o senhor mais ficou feliz com o resultado?

Marcos André - Ao destacar especificamente uma empresa estaria sendo injusto com outras, porque são 30 anos de trabalho. O leque de atuação é muito diversificado e, geralmente, todas elas necessitam de iniciativas de comunicação. Temos o privilégio de termos na nossa carteira de clientes empresas de segmentos variados do mercado, dentro dessa nossa lógica multifocal, que busca iniciativas estratégicas de acordo com a necessidade de cada assessorado. É isso que nos faz desenvolver esse trabalho não só para organizações, como também indivíduos. Se fosse destacar um trabalho, não poderia, pois são muitos.

OP - Nesse momento de grande apelo gerado por informações no mundo virtual, que tipos de desafios foram colocados para o mercado da comunicação empresarial?

Marcos André - Com essa instantaneidade no mundo virtual, o gerenciamento de crise deve ser feito de forma muito mais rápida, pois a repercussão toma proporções em velocidade impressionantes.

OP - Esse é o principal desafio atualmente?

Marcos André - Sim. Precisamos estar cada vez mais atentos para contermos os danos e agirmos rapidamente para conter crises na imagem, para evitar que esses danos sejam irreparáveis. Praticamente 80% das repercussões na internet acontecem através de um smartphone. Às vezes temos um assessorado com uma crise gerada por causa de uma foto ou vídeo que alguém captou e viralizou na internet. Não adianta a empresa ter uma estratégia bem elaborada para o público externo se ela não tiver a questão da instantaneidade da comunicação. As fake news também são uma questão que têm cada vez mais se notabilizado. É um problema grande que vem sendo enfrentado por assessorados no setor público ou privado. É preciso fazer o trabalho de uma forma muito séria, de contrainformação, para combate à desinformação. Por por causa de uma fake news, é iniciada uma crise. Nosso trabalho é muito feito na prevenção. Monitoramos temas sensíveis para os nossos assessorados.

OP - O que a VSM ainda projeta de iniciativas a partir desse ano 30?

Marcos André - Para iniciarmos nesse ano de comemoração dos 30 anos teremos algumas surpresas. Trazer ao público temas relevantes, não só para nossos clientes, colaboradores e imprensa, por exemplo. São varias ações que vamos iniciar até o fim deste mês. Teremos a atualização da logomarca da VSM, que colocamos uma tipografia diferente, cores mais vibrantes, que define bem o momento que a empresa vem passando. Estaremos promovendo uma mudança na estrutura dos nossos serviços,focando ainda mais nos esforços online, utilizando inteligência artificial para colher melhores resultados. Estamos inaugurando um novo site e redefinindo a identidade das nossas redes sociais. Nossa equipe de analistas têm focado mais em ações de CEO, e criamos um blog em que abordamos as principais notícias da comunicação corporativa.

 

SAMUEL PIMENTEL

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