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Em sua sétima Olimpíada, Robert Scheidt termina participação sem medalhas em Tóquio

Scheidt buscava conquistar a sua sexta medalha olímpica, mas o nono lugar na medal race deixou o velejador brasileiro na oitava colocação geral
04:32 | Ago. 01, 2021
Autor - Gazeta Esportiva
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Dono de cinco medalhas olímpicas, Robert Scheidt não conseguiu o pódio nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Neste domingo, o brasileiro ficou apenas em nono lugar na medal race, a última regata da classe laser da vela, desempenho que não foi suficiente para alcançar o pódio.

Com o resultado, Scheidt ficou na oitava colocação da classificação geral. Na regata deste domingo, com valor dobrado em relação às anteriores, o brasileiro chegou a ficar entre os cinco melhores no começo da disputa, mas foi perdendo espaço ainda na primeira perna.

A partir daí, Scheidt não conseguiu se recuperar e, na última perna, apenas evitou a última posição na regata para cruzar em nono. Ele terminou a competição com 104 pontos perdidos.

Matt Wearn, da Austrália, já havia garantido o ouro da classe laser antes da última regata. A prata ficou com o croata Tonci Stipanovic, enquanto o bronze foi para o norueguês Hermann Tomasgaard.

Scheidt é o maior ganhador de medalhas para o Brasil nos Jogos Olímpicos. Ele tem dois ouros, duas pratas e um bronze em sete participações olímpicas.

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Luisa Stefani e Laura Pigossi faturam improvável bronze para o Brasil no tênis

Olimpíadas de Tóquio
2021-08-01 00:30:00
Autor Agência Estado
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O Brasil conquistou ontem aquele que já certamente será a medalha mais improvável nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Últimas duplistas a conquistarem vaga na Olimpíada — e com ranking combinado mais baixo entre as participantes — as tenistas Luisa Stefani e Laura Pigossi faturaram o bronze após vitória sobre as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 6/4 e 11/9, em 2h11min de jogo.

Luisa e Laura alcançaram, assim, a melhor marca do tênis brasileiro na história da Olimpíada. Antes, o país só tinha um quarto lugar, em Atlanta-1996, com Fernando Meligeni na chave de simples. 

A explosão de emoção das duas tenistas após a impressionante virada sobre as russas, vice-campeãs em Wimbledon neste ano, se explica pela maneira como as duas alcançaram tal feito. A dupla só ficou sabendo que participaria da Olimpíada no Japão de última hora. Isso porque elas foram inscritas no torneio por um dirigente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e ficaram na lista de espera. Somente depois de desistências na chave é que elas foram confirmadas nos Jogos, já a oito dias do início do torneio de duplas em Tóquio.

Luisa mora nos Estados Unidos e Laura, na Espanha. Elas não jogam juntas e só foram ganhando entrosamento durante as partidas no Japão. Atual número 23 do mundo nas duplas, Luisa é a atleta mais bem ranqueada do Brasil desde que o sistema da WTA foi criado, em 1975. Ela só começou a competir no circuito profissional em 2018, já com 21 anos, após jogar o circuito universitário dos Estados Unidos.

Neste sábado, Luisa e Laura não começaram o jogo bem e permitiram que a dupla russa vencesse os três primeiros games. Com um ritmo muito forte apesar do calor intenso e mais agressividade, Veronika Kudermetova e Elena Vesnina dominaram o início do duelo com certa facilidade. Quando Luisa e Laura acertaram o jogo e começaram a reagir, já era tarde demais. Assim, a primeira parcial terminou em 6/4.

As brasileiras voltaram melhor para o segundo set e, com o mesmo poder de reação que já haviam apresentado nas rodadas anteriores, conseguiram assumir o controle da partida. Quebraram o serviço das adversárias e tiveram equilíbrio para manter a vantagem até fechar em 6/4.

No tie-break, porém, voltaram a repetir os erros do início do jogo e as russas abriram 7 a 2. Mas com uma virada impressionante e cheia de emoção, Luisa e Laura fecharam em 11 a 9 para escrever o mais belo e improvável capítulo da história do tênis brasileiro nos Jogos Olímpicos.

Na campanha do bronze nos Jogos de Tóquio, a dupla estreou com vitória sobre as canadenses Gabriela Dabrowski e Sharon Fichman. Na sequência, superaram as tchecas Karolina Pliskova e Marketa Vondrousova. Nas quartas de final, elas venceram as americanas Bethanie Mattek-Sands e Jessica Pegula. Nas semifinais, no entanto, acabaram caindo diante das suíças Belinda Bencic e Viktorija Golubic. Foram, então, para a disputa do terceiro lugar com as russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina.

Novak Djokovic decepciona no tênis masculino 

NOVAK Djokovic descontou frustração na própria raquete
Foto: Tiziana FABI / AFP
NOVAK Djokovic descontou frustração na própria raquete

Grande nome do torneio olímpico — e do circuito mundial — o sérvio Novak Djokovic acumulou frustrações e decepcionou fãs pelo baixo desempenho e pelo mau comportamento. 

Depois de cair nas semifinais ante o alemão Alexander Zverev, na sexta-feira, o número 1 do mundo decidiu o bronze contra o espanhol Pablo Carreno Busta. Derrotado, descontou a raiva em raquetes quebradas, mostrando completo descontrole. Paradoxalmente, ele foi um dos nomes mais críticos às desistências de Simone Biles na ginástica.

"Sem pressão não há esporte profissional. Se você quer estar no topo do jogo, é melhor começar a aprender a lidar com a pressão. (...) Dentro e fora do campo, todas as expectativas. Aprendi a desenvolver um mecanismo para gerir isto, para que não me incomode mais, não me canse”, disse. A ginasta norte-americana enfrenta problemas psicológicos e "twisties", efeitos colaterais ligados a acrobacias que criou e aperfeiçoou.

Tentando completar o "Golden Slam" (ano com quatro títulos de grand slams e o ouro olímpico, feito só conquistado pela alemã Steffi Graf), Djoko parou em Zverev. Ele ainda tinha outra chance de medalha — um bronze nas duplas mistas, ao lado de Nina Stojanovic —, mas desistiu alegando lesão no ombro.

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Frases da semana

2021-08-01 00:30:00
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"Não somos apenas atletas. Somos pessoas, afinal de contas, e às vezes é preciso dar um passo atrás"


“A saúde mental é mais importante... Temos que proteger nossas mentes e nossos corpos e não apenas sair e fazer o que o mundo quer que façamos

SIMONE BILES, estrela da ginástica olímpica, ganhadora de quatro medalhas de ouro, ao desistir de disputar finais em Tóquio

Adriano Imperador quando atuava pela Inter de Milão(Foto: AFP)
Foto: AFP Adriano Imperador quando atuava pela Inter de Milão

“... sei exatamente o que está passando e não deixe as pessoas te crucificarem... Passei por isso e até hoje sou questionado”

ADRIANO IMPERADOR, ex-jogador que abandonou o futebol precocemente por problemas emocionais

Rayssa Leal, a Fadinha, conquista medalha de prata na categoria skate street nas Olimpíadas de Tóquio (Foto: JEFF PACHOUD / AFP)
Foto: JEFF PACHOUD / AFP Rayssa Leal, a Fadinha, conquista medalha de prata na categoria skate street nas Olimpíadas de Tóquio

“Skate é, sim, pra todo mundo. Qualquer outro esporte. A gente tá podendo provar que felizmente não é só pra meninos”

RAYSSA LEAL, 13, medalhista de prata no skate em Tóquio

Ítalo Ferreira é ouro em Tóquio e 1º campeão olímpico no surfe(Foto: )
Foto: Ítalo Ferreira é ouro em Tóquio e 1º campeão olímpico no surfe

“Eu queria que a minha avó estivesse viva para ver isso, ver o que e tornei, o que fiz pelos meus pais”

ÍTALO FERREIRA, medalha de ouro no surfe na Olimpíada de Tóquio

Rebeca Andrade conquistou a medalha de prata na ginástica artística(Foto: Lionel BONAVENTURE/AFP)
Foto: Lionel BONAVENTURE/AFP Rebeca Andrade conquistou a medalha de prata na ginástica artística

“Mesmo sem a medalha, teria feito história pelo meu processo de chegar até aqui. Não desistam, acreditem no sonho de vocês”

REBECA ANDRADE, medalha de prata em Tóquio, ao falar da sua trajetória

“Estou feliz demais. Passei por tanta coisa e coloquei essa Olimpíada como objetivo, mas o meu objetivo aqui era fazer o meu melhor, brilhar da melhor maneira possível, e acho que brilhei. Consegui nossa primeira medalha”

REBECA ANDRADE, em entrevista coletiva, após ficar com a medalha de prata no individual geral da ginástica artística, a primeira

 

“A primeira medalha na ginástica feminina é de uma negra, de origem humilde. Tem uma representatividade muito grande”

DAIANE DOS SANTOS, campeão mundial de ginástica artística

 

“Queremos ter certeza que todas se sintam confortáveis e mostramos a todas elas que podem usar o que quiserem e ter uma aparência incrível”

SARA VOSS, 21, da equipe alemã de ginástica feminina. Ela e as companheiras Pauline Schaefer-Betz, Elizabeth Seitz e Kim Bui usaram collants longos, cobrindo o corpo inteiro, nas classificatórias das Olimpíadas de Tóquio, em protesto contra a sexualização do corpo feminino no esporte

Cantora Pink anunciou apoio à equipe e criticou as regras sexistas da Federação Europeia de Handebol (IHF)(Foto: divulgação)
Foto: divulgação Cantora Pink anunciou apoio à equipe e criticou as regras sexistas da Federação Europeia de Handebol (IHF)

“É a Federação Europeia de Handebol que deveria ser multada por sexismo. Muito bem, senhoras, ficarei feliz em pagar a multa por vocês. Continuem assim”

PINK, cantora norte-americana, ao se oferecer para pagar a multa de R$ 9,2 mil imposta como punição à seleção feminina de handebol de praia da Noruega, por quebra o regulamento que obriga as atletas a usarem biquini. A equipe decidiu usar shorts no Campeonato Europeu de Handebol de Praia

 

“É chocante termos que pagar para não jogar de biquíni”

TONJE LERSTAD, 24, goleira da seleção norueguesa de handebol de praia, em entrevista à BBC. Ele disse que a atitude de Pink as surpreendeu e as impactou. “É uma mensagem muito importante e agradecemos”

 

“Eu tô usando máscara desde o começo da pandemia... Não custa, não atrapalha em nada. Foi uma coisa que me adaptei”

LUCÃO, jogador de vôlei, sobre usar máscara durantes as partidas

Marta tenta jogada contra a marcação da defesa do Canadá(Foto: Philip FONG / AFP)
Foto: Philip FONG / AFP Marta tenta jogada contra a marcação da defesa do Canadá

“O peso de quem não trouxe medalha não é das jogadoras. É de quem não investe no futebol feminino brasileiro”

MARTA, jogadora da seleção brasileira de futebol, após a derrota para o Canadá e a eliminação das olimpíadas

 

“Precisamos usar o espírito de unidade da Olimpíada para acabar com a pandemia”

TEDROS GHEBREYESUS, diretor-geral da OMS, justificando o apoio aos Jogos Olímpicos, ante às críticas e ao aumento inédito de casos da Covid-19 registrado no Japão nos últimos dias. Disse que as olimpíadas revelam ‘a determinação do mundo em lutar contra o vírus que sequestrou o planeta’

 

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“Os que me acusam de não apresentar provas eu devolvo a acusação, apresente prova de que não é fraudável”

JAIR BOLSONARO (Sem partido), presidente da República, em coletiva sem direito a perguntas dos jornalistas, na qual prometeu apresentar prova de fraude nas eleições de 2018 e disse não ter “como se comprovar que as eleições não foram ou foram fraudadas”. Atacou o ministro Luís Roberto Barroso e voltou a defender o voto impresso

 

“’Se eu perder, houve fraude’ é um discurso de quem não aceita a democracia, porque a alternância no poder é um pressuposto dos regimes democráticos”

LUÍS ROBERTO BARROSO, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

 

“Prova mesmo é que temos um presidente dado a paranoias e teorias da conspiração”

BRUNO ARAÚJO, presidente do PSDB

 

“Vamos deixar Bolsonaro atacar as eleições como se não fosse nada demais?”

KIM KATAGUIRI (DEM-SP), deputado federal, repercutindo a fala de Bolsonaro e a falta de prova sobre fraude nas eleições

 

“Absolutamente criminosa a live do Bolsonaro. Num país sério sairia preso... Povo brasileiro ainda tem muito por fazer para se livrar desse mal”

IVAN VALENTE (PSOL-SP), deputado federal, sobre a fala de Bolsonaro

 

“Bolsonaro tem que parar de se comportar como um irresponsável”

RANDOLFE RODRIGUES (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, após a transmissão ao vivo do presidente Bolsonaro para fazer ilações sobre o sistema eleitoral e criticar o STF

 

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“Se eu estivesse coordenando a pandemia, não teria morrido tanta gente”

JAIR BOLSONARO (Sem partido), presidente da República, defendendo o tratamento precoce e reforçando que teve os poderes tolhidos na tomada de ações para combater a pandemia da covid-19

 

“O STF não proibiu o Governo Federal de agir na pandemia! Uma mentira contada mil vezes não vira verdade!”

PUBLICAÇÃO no Supremo Tribunal Federal (STF) em seu perfil oficial no Twitter para rebater o presidente Jair Bolsonaro

 

“Bolsonaro teve TODOS OS PODERES para coordenar a pandemia... Não fez, deu maus exemplos e adiou o quanto pode a compra de vacinas, porque tinha motivações obscuras. Não minta, presidente. Ninguém te proibiu de nada”

LUIZ HENRIQUE MANDETTA (DEM), ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro


“É bastante esquisita a história dela”

JAIR BOLSONARO (sem partido), presidente da República, sobre as agressões físicas que a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) sofreu

 

“Eu não posso receber essa deputada? Foi eleita democraticamente na Alemanha. Se eu for ver a ficha de cada um para ser atendido, vai demorar horas para atender”

JAIR BOLSONARO (Sem partido), presidente da República, ao justificar seu encontro com Beatrix von Storch, deputada do partido Alternativa para a Alemanha, investigada por propagar ideias neonazistas

 

 

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“Como não podem dizer que sou corrupto ou incompetente, alguns dizem que eu sou destemperado”

CIRO GOMES (PDT-CE), presidenciável, em campanha nas suas redes sociais

Maria Bethânia(Foto: Jorge Bispo/Divulgação )
Foto: Jorge Bispo/Divulgação Maria Bethânia

"O que me move como artista é a mesma raiz, a mesma criança dentro. Vontade, desejo, insegurança, amor, tesão, paixão, pânico, tudo misturado. Não mudou absolutamente nada. Apenas a vida que traz suas glórias, alegrias, surpresas extraordinárias. E suas grandes dores" MARIA BETHÂNIA, cantora, em entrevista à Folha de S. Paulo

 

 

“O pessoal não vai morrer por causa disso”

MARCOS PONTES, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações sobre o apagão no sistema Lattes do CNPq. Ele disse que há backup

 

 

"O estado que recebemos a cinemateca é uma das heranças malditas do governo apocalíptico do petismo"

MÁRIO FRIAS, secretário especial de Cultura, culpando o PT pelo incêndio no galpão da Cinemateca, em São Paulo, na última quinta-feira, 29

Fernanda Montenegro(Foto: divulgação)
Foto: divulgação Fernanda Montenegro

"O incêndio da Cinemateca nossa, em São Paulo, foi uma tragédia anunciada. Toda a nossa cultura das artes sofre um cala boca. Mas vamos renascer, tenho certeza. Das cinzas vamos renascer. É sagrado o eterno retorno. Da cultura das artes, então! O País não existe sem cultura" FERNANDA MONTENEGRO, atriz, sobre o incêndio da Cinemateca em São Paulo

 


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A primeira Simone Biles

A SEMANA
2021-08-01 00:30:00
Autor João Marcelo Sena
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João Marcelo Sena Autor
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Tipo Opinião

Tóquio "Eu não sou o próximo Usain Bolt ou Michael Phelps. Sou a primeira Simone Biles". Essa frase não foi proferida após uma apoteótica conquista no Centro Ariake, palco da Ginástica Artística dos Jogos de Tóquio. A ginasta norte-americana disse isso há cinco anos, quando venceu a competição individual geral na Rio-2016 e confirmou o status de estrela de primeira grandeza do esporte. Tirando, aos 19 anos, qualquer vestígio de presunção em sua fala.

Voltando ao Japão. Simone Biles chegou aos Jogos com 24 anos, carregando consigo as dores e as delícias de ter cinco medalhas olímpicas (quatro de ouro), 19 títulos mundiais e a pressão de ser referência de perfeição. Carismática, bem articulada e principal candidata a maior estrela de Tóquio, ela é uma das razões para a NBC investir bilhões de dólares em direitos de transmissão de TV nos EUA.

Com o óbvio já posto, reflita e responda: você que está lendo esse texto num domingo de folga teria coragem de, diante desse cenário e no maior momento da sua carreira, dizer "não"? Até a finalização deste texto, Biles havia desistido das provas por equipes, individual geral e dois dos quatro aparelhos aos quais foi finalista.

Falando de forma transparente, usando as redes sociais para expor abertamente os próprios demônios na mente e sendo abraçada pela maioria esmagadora da comunidade de fãs e atletas.

Os Jogos de Tóquio são realizados com arenas vazias e TVs ligadas. Sem a audiência de 4,2 milhões de pessoas que morreram no mundo em decorrência da Covid-19. Faça um exercício rápido e tente lembrar se você conseguiu passar psicologicamente ileso a esses 500 dias de pandemia.

Faz parte da ideia propagada na Olimpíada os conceitos de superar, ultrapassar limites e traçar novos marcos a serem almejados por competidores de alto rendimento e difundidos/consumidos por atletas amadores.

Ao priorizar os cuidados com a própria saúde mental, Simone Biles abriu uma nova fronteira para projetar o que podem vir a ser os superatletas do futuro. Na maior vitrine do esporte mundial, ela mostrou que conquistas não são feitas apenas de talento e dedicação. Uma das maiores atletas da história nos lembra que reconhecer limites também é uma forma de vencer. Aplicável não só ao esporte, mas à vida fora dele.

 

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Brasil perde para a Suécia no handebol feminino em Tóquio

DERROTA NO HANDEBOL
2021-07-31 06:50:00
Autor Gabriel Borges
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A situação das atletas brasileiras do handebol feminino se complicou neste sábado, 31, após a segunda derrota seguida da equipe representante do Time Brasil, desta vez para as suecas, por 34 a 31, nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Em início de jogo tenso, o placar só foi aberto aos 3 minutos de partida. As Leoas mantiveram a vantagem apertada, obtendo sucesso e maior distância com a construção de jogadas rápidas. Mesmo conseguindo um placar de 13 a 9 aos 19 minutos, a Seleção Brasileira não conseguiu manter a vantagem por muito tempo. O Brasil acabou terminando o primeiro tempo perdendo de 13 a 15, depois de tomar seis gols seguidos das suecas.

Na segunda etapa, o Brasil voltou ainda sem concentração e assim ficou até a metade do segundo tempo, quando Babi entrou iniciou uma reação brasileira. Renata brilhou com boa defesa, arremessando para o gol sueco, levando o Brasil a encostar no placar, chegando ao empate aos 22 minutos. Aproveitando a desorganização do ataque brasileiro, as suecas abriram três gols de vantagem, faltando cinco minutos para o fim da partida, não dando tempo de reação ao time brasileiro.

Atualmente com um total de 3 pontos no Grupo B, a equipe brasileira ainda pode passar para as quartas de final, mesmo com a derrota. Apesar da melhora após um final de primeiro tempo bem abaixo do que as Leoas vinham fazendo em Tóquio, a segunda derrota da competição chegou. Neste domingo, 1, às 23h (de Brasília), a Seleção Brasileira enfrenta a França, atual vice-campeã olímpica, na última rodada.

O Brasil e a França estão empatados em pontos, ambos com 3, estando atrás da líder Suécia (7 pontos), do Comitê Olímpico Russo (5) e da Espanha (4). As Leoas ocupam a quarta colocação do grupo B, superando as francesas, por conta de um maior saldo de gols (-1 contra -3). Um empate diante da França leva o Brasil à próxima fase.

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Amarga despedida

Quartas de final
2021-07-31 00:30:00
Autor Agência Estado
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Em um jogo de pouca inspiração e com erros de sobra em Miyagi, a seleção brasileira feminina de futebol perdeu para o Canadá nos pênaltis após empate sem gols no tempo normal e deu adeus ontem ao sonho do ouro olímpico ao parar nas quartas de final da Olimpíada de Tóquio. As brasileiras tentaram de várias maneiras, mas não encontraram um jeito de superar a retranca das canadenses, que foram mais eficientes nas penalidades. Bárbara até pegou a cobrança de Sinclair, a craque das canadenses, mas Andressa Alves e Rafaelle pararam na goleira Labbé.

Em busca de sua terceira medalha em Olimpíadas — levou o bronze em Londres-2012 e na Rio-2016 —, o Canadá vai encarar nas semifinais os Estados Unidos. O Brasil, dono de duas pratas — Atenas-2004 e Pequim-2008 3, repetiu a campanha de nove anos atrás ao ser eliminado antes das semifinais e ficar fora da disputa pelo bronze.

O jogo marcou um duelo particular entre Marta e Sinclair. As duas são concorrentes diretas na briga pela artilharia geral do futebol feminino olímpico. O recorde pertence à brasileira Cristiane, com 14 gols. Como nenhuma das duas balançou as redes, a seis vezes melhor do mundo continua com 13 e a canadense tem 12.

A eliminação do Brasil marca o fim de um ciclo do futebol feminino brasileiro em Olimpíadas e acende o alerta para que a modalidade não seja esquecida no País. Maior jogadora da história da modaliadde, Marta, reforçou, em entrevista após a partida, o pedido para que as mulheres continuem sendo apoiadas e haja mais incentivos para que a modalidade prospere.

"Temos que continuar apoiando a nossa modalidade porque o futebol feminino não acaba aqui. O futebol feminino continua e eu espero que as pessoas tenham essa consciência e não saiam apontando o dedo pra ninguém", salientou a camisa 10, emocionada. "Aqui não tem culpado. Fizemos o que estava ao nosso alcance. Não faltou nada. Faltou a bola entrar. Estou muito orgulhosa da equipe e do que a gente viveu".

A meio-campista saiu de campo com o sentimento de tristeza, naturalmente potencializada pelo provável fim de um ciclo. Ela evitou falar sobre seu futuro na seleção feminina, mas lamentou que não poderá brigar por mais uma medalha com a incansável Formiga, que se despede da seleção após o recorde de sete Olimpíadas.

"Estou com a cabeça a mil, vou deixar essa resposta para depois. Não dá para dizer no momento, estou muito emocionada", justificou-se ela, em relação à sua aposentadoria ou não da seleção. "Obviamente fica o gosto de que podíamos mais. Agradeço demais a Formiga por tudo que ela fez nesses anos todos. Gostaria de viver aquela emoção de novo de poder lutar por uma medalha com ela", lamentou a camisa 10. 

Para a técnica sueca Pia Sundhage, foi uma derrota doída, que serve de combustível para trabalhar por mais.  "Estou muito triste e peço desculpas por não termos conquistado a vaga nas semifinais. Tenho que voltar e fazer melhor meu dever de casa para que a gente se saia melhor da próxima vez. Acho que o jogo foi emocionante, nós jogamos bem, mas talvez pudéssemos imprimir um ritmo mais veloz. No fim das contas, o Canadá dificultou muito as coisas para nós, e perder nos pênaltis é muito difícil", lamentou a treinadora, que é bicampeão olímpica pelos Estados Unidos.

Pia completa, neste mês, dois anos no comando do Brasil. Para o próximo ciclo, ela vê como prioridade o desenvolvimento de dois aspectos da equipe: o físico e o psicológico.

"A mensagem que fica é que o futuro do futebol feminino brasileiro é promissor. Se o Brasil quer, e nós queremos, estar o mais alto possível no nível internacional, precisamos trabalhar duas coisas: melhorar nosso condicionamento físico, para ter a capacidade de fazer, ao fim do jogo, todas as coisas maravilhosas que somos capazes de fazer no início da partida ou de um torneio, e também um pouco do aspecto psicológico. Juntos, esses dois compõem também a força de um time. Eu acho que fomos um time bem coeso, e acho que há margem para melhora nesses setores", admitiu. (Agência Estado)

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