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GPs da Austrália e da China são adiados na F1; Imola entra no calendário

Complicações da pandemia do novo coronavírus motivaram as modificações no calendário

16:11 | 12/01/2021
A Mercedes é a equipe dominante na Formula 1 e conquistou os últimos sete títulos (Foto: AFP)
A Mercedes é a equipe dominante na Formula 1 e conquistou os últimos sete títulos (Foto: AFP)

Os Grandes Prêmios de Fórmula 1 da Austrália e da China, previstos para 21 de março e 11 de abril, foram adiados para 21 de novembro e para uma data a ser definida, enquanto o circuito de Imola entra no calendário - anunciou a organização nesta terça-feira, 12.

"A pandemia mundial ainda não permitiu que a vida volte à normalidade, mas demonstramos em 2020 que podemos correr com segurança, ao sermos o primeiro esporte internacional a voltar", declarou o presidente da F1, Stefano Domenicali, em um comunicado.

No contexto da pandemia da Covid-19, a temporada, que sempre conta com 23 GPs em tese, começará no Bahrein, em 28 de março. Depois segue para Imola, na Itália, em 18 de abril e, na sequência, para um outro circuito ainda a ser determinado, em 2 de maio.

Domenicali disse que continuam as conversas sobre o GP dA China, previsto para acontecer em Xangai. De acordo com a nota, ele poderá ser realizado "mais à frente na temporada, se for possível", em referência às restrições de viagem.

Para deixar um lugar para o GP da Austrália na reta final da temporada, a organização antecipou em uma semana, para 7 de novembro, o GP do Brasil. Já o da Arábia Saudita passará de 28 de novembro para 5 de dezembro.

O campeonato termina em 12 de dezembro, em Abu Dhabi.

Condições estritas

A Austrália impôs condições rígidas para a entrada em seu território, com uma quarentena de duas semanas dificilmente compatível com a chegada do paddock para apenas três dias na pista. O Open de Tênis da Austrália, que também acontece em Melbourne, foi adiado em três semanas, agora de 8 a 21 de fevereiro.

Em 2020, o GP da Austrália foi cancelado no último minuto, no início da pandemia, após a descoberta de um caso positivo na McLaren. O Grande Prêmio da China também não será disputado na data prevista, "devido às restrições de viagem em vigor".

"Estão em curso conversas com o promotor e as autoridades chinesas, com a possibilidade de reprogramar a corrida para mais tarde na temporada, se possível. Como indicamos antes, esperamos que os fãs voltem às arquibancadas em 2021", afirma o promotor da Fórmula 1.

"A situação em relação ao vírus é fluida, mas temos a experiência da temporada passada com todos os nossos patrocinadores e promotores para nos adaptarmos, em conformidade com ela e em total segurança", conclui o novo chefe da FI, Stefano Domenicali.

Em 2020, foram realizados 17 GPS, em vez de 22, entre julho e dezembro, graças a um rígido protocolo sanitário.