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Brasil fecha Rally Dakar com dobradinha, pódio e sete no top 10

Não foi um Rally Dakar fácil para os brasileiros, mas a edição de 2019 ficará gravada na memória da maioria por muito tempo. Histórias não faltaram: os atuais campeões superando as piores quebras para terminar em um honroso pódio, uma dupla estreante que terminou o evento em alta, outra sofrendo com os perigos do Dakar [?]

16:45 | 17/01/2019

Não foi um Rally Dakar fácil para os brasileiros, mas a edição de 2019 ficará gravada na memória da maioria por muito tempo. Histórias não faltaram: os atuais campeões superando as piores quebras para terminar em um honroso pódio, uma dupla estreante que terminou o evento em alta, outra sofrendo com os perigos do Dakar e um par de ?anjos? que, de tão prejudicados na competição por conta de quebras, resolveu parar para ajudar quem precisasse ? e, por ironia do destino, não conseguiu ser salva das armadilhas no penúltimo dia.

Varela e Gugelmin não mantém faixa de campeão, mas ficam com pódio

Depois de assumir a liderança por duas vezes e perder na mesma velocidade por conta de problemas, Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin não conseguiram manter a faixa de campeões por mais um ano, mas carimbaram a dos novos detentores do título, Chaleco Lopez e Alvaro Quintanilla, com uma vitória na décima e última etapa, trazendo junto os destaques deste fim de rali, Cristian Baumgart e Beco Andreotti, que encerraram sua primeira participação em um honroso nono lugar, enquanto Varela e Gugelmin garantiram de forma suada um terceiro lugar no pódio.

?Fomos bem. Perdemos para nós mesmos. Quebrei o carro, furei pneu, mas nosso UTV em si não teve problema nenhum, foi até o fim. Hoje eu andei realmente forte e foi tudo maravilhoso. Terceiro lugar depois de tudo está justo. Vamos agora pensar em 2020 e refletir onde erramos para melhorar e vencer no ano que vem?, destacou Varela.

?Foi um rali inesquecível, é emocionante estar aqui. A vontade de voltar já é grande e quem sabe eu volte melhor preparado. Quero fazer mais etapas do Mundial para aprender mais. Depois desse rali eu agora tenho prazer em andar na areia?, resumiu Cristian. ?Completar o primeiro Dakar entre os dez foi maravilhoso. Foi melhor que esperava. Fica de aprendizado, mais bagagem, e essa última etapa foi demais. Se o Cristian animar estamos de volta ano que vem?, afirmou Andreotti.

Marcos Baumgart e Kleber Cíncea sofrem com o deserto, mas completam o Dakar

Já Marcos Baumgart e Kleber Cíncea terminaram em sexto na tabela geral após sofrer com os perigos do Dakar ? UTV tombada e atolada, além de quebras consideradas normais dadas as exigências do rali, os impediram de evoluir ainda mais na tabela de classificação. ?Dakar é Dakar, não tem preço completar. Só aqui para saber. Largar já é uma vitória, chegar é um sonho que conseguimos realizar, meu irmão e eu, na nossa estreia nos UTVs. Aprendemos muito e perto do que esperávamos fomos muito bem?, relatou Marcos.

Por outro lado, quetinho, na dele, Lourival Roldan, do alto de seus 60 anos, navegou o português Miguel Jordão até a sétima posição na classificação geral de 2019. ?Completo meu oitavo de dez. Hora de agradecer. Meu piloto e as pessoas que me permitiram estar aqui, pois ninguém vem sozinho para aqui, tem uma legião de pessoas apoiando e motivando. Foi um Dakar divertido e o Peru é um paraíso para fazer o rali?, comentou Lourival.

Bruno Varela e Maykel Justo: a dupla solidária do Dakar

Por fim, Bruno Varela e Maykel Justo podem não ter ganhado nenhum troféu, mas levariam com sobra o prêmio de dupla mais solidária do rali. Apelidados internamente de ?Madre Tereza de Calcutá?, a dupla ajudou praticamente todos os compatriotas quebrados na competição e tiveram seus planos arruinados pelas arapucas do Dakar no penúltimo dia ? e as ajudas recebidas não impediram o abandono no finalzinho. Além de Bruno e Maykel,  duas baixas da caravana brasileira: os representantes (e estreantes) das motos Marcos Colvero e Lincoln Berrocal ? o mais velho entre os competidores das duas rodas, com 60 anos -, que não fizeram feio enquanto estiveram em ação.

No total, foram dez dias de competição e 5.603 quilômetros percorridos dentro do Peru, sendo 2.961 deles de trechos cronometrados, passando pelas cidades de Lima, Pisco, Arequipa, Tacna, Moquegua e San Juan de Marcona.

Gazeta Esportiva

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