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ANÁLISE

Vice-lanterna do NBB, Basquete Cearense sofre com sequência dura de jogos e falhas defensivas

17:02 | 08/11/2018
Basquete Cearense tem apenas uma vitória (diante do Bauru) em sete partidas no NBB. Foto: Stephan Eliert/Divulgação
Reagir virou palavra de ordem no Basquete Cearense. A equipe faz um início de temporada ruim no NBB, com seis derrotas em sete jogos. Em 13º na classificação geral do Campeonato, o Carcará é o vice-lanterna, com oito pontos somados e aproveitamento de apenas 14,3%. O desempenho ainda não chega a colocar em risco a chance de classificação do time para os playoffs, mais por conta do regulamento flexível do torneio, em que 12 dos 14 clubes avançam para a próxima fase. Mas, se a competição terminasse hoje, o Basquete Cearense estaria eliminado. 

Em relação ao rendimento dentro de quadra, o time vem pecando nos jogos, sobretudo, na parte defensiva. O Basquete Cearense tem média de 81,5 pontos sofridos por partida. Em 3 dos 7 jogos, a equipe levou pontuação superior a 90 pontos. Esse retrospecto compromete o saldo da equipe no NBB, que é de -68, o segundo pior entre os 14 times, só superado pelo lanterna Brasília (-89). Ofensivamente, o Carcará tem um aproveitamento discreto, com média de 72,1 pontos marcados por partida. 

Um dos fatores que explica o início de campanha decepcionante do Basquete Cearense é a tabela 'ingrata', que colocou, de cara, confrontos contra três dos favoritos ao título: Paulistano (atual campeão), Mogi (atual vice) e Flamengo (maior vencedor do NBB). Nos três duelos o Carcará saiu de quadra derrotado. A única vitória do time, até aqui, foi diante do Bauru, por 82 a 73, em partida realizada na semana passada, em Fortaleza. 

Outro motivo que ajuda a entender a fase do time é a queda considerável de investimento que o Basquete Cearense teve, em relação à última temporada. Com a saída do patrocinador master, a marca Solar, o Carcará segue na ativa hoje graças a ajuda de uma rede de cotistas apoiadores. O principal deles, o Governo do Estado, que oferece um aporte de cerca de R$ 1 milhão por temporada, o que ainda é insuficiente para bancar um time competitivo em condições de brigar pelas primeiras posições do Campeonato. 

Em busca de melhorar o seu desempenho no NBB, a delegação do Basquete Cearense está em São Paulo para uma sequência de dois duelos contra paulistas. No sábado, as 20h, enfrenta o Pinheiros, no ginásio Poliesportivo Henrique Villaboim. Na segunda-feira, pega o Corinthians, as 19h, no ginásio Wlamir Marques. 


BRUNO BALACó

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