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Dono de bicicletaria, Barreira aconselha bike de alumínio para 9 de Julho

A 72ª edição da Prova Ciclística Internacional 9 de Julho se aproxima e algumas dúvidas voltam à tona. A mais habitual seria o melhor material para sua bicicleta ser feita. Dono da Velodrome Bikeshop, Caetano Barreira opina e indica as bikes de alumínio para a competição mais tradicional do país. ?Especificamente para a 9 de [?]

09:15 | 07/07/2018

A 72ª edição da Prova Ciclística Internacional 9 de Julho se aproxima e algumas dúvidas voltam à tona. A mais habitual seria o melhor material para sua bicicleta ser feita. Dono da Velodrome Bikeshop, Caetano Barreira opina e indica as bikes de alumínio para a competição mais tradicional do país.

?Especificamente para a 9 de Julho, o alumínio é um material com ótimo custo-benefício. Primeiro porque é mais barato e também porque temos bikes nesse material que são extremamente leves?, afirmou Barreira.

Apesar de sugerir o modelo de alumínio, o dono da loja afirmou que não existe um único tipo ideal para todos os atletas. ?Existem bicicletas que são melhores para cada perfil de ciclista. Uma bicicleta mais rígida pode favorecer um cara mais pesado, enquanto uma mais leve pode favorecer outro biotipo físico?.

Voltando no tempo, o especialista explicou que o aço foi o primeiro material mais usado para fabricar bikes. Apesar de apresentar algumas vantagens, caiu em desuso nos dias de hoje.

?O aço tem alta durabilidade. Não é um material barato, mas é bom para trabalhar. A principal desvantagem do aço, em comparação aos outros, é o seu peso?, disse o especialista.

Em seguida, o alumínio passou a se difundir. Com a possibilidade de reduzir o peso e facilitar a mobilidade na bicicleta, o ciclista passou a adotar o material.

?O alumínio era extremamente mais barato que o aço e muito fácil de trabalhar. Era possível diminuir o peso da bicicleta e suas tecnologias eram mais avançadas. Os tubos ficaram mais grossos, se comparados aos de aço, com áreas de solda maiores e menos quebras?, relatou Caetano.

Por fim, a tecnologia mais inovadora e mais difundida adentrou o mercado e, atualmente, o carbono, se espalhou no mercado mundial. ?O carbono é um material mais leve, eventualmente mais responsivo. Além disso, é muito fácil de reparar um quadro desse material?.

Caetano Barreira ainda explicou em quais situações o alumínio é melhor que o carbono. Apesar de ser colocado por muitos como o melhor, o carbono nem sempre é a melhor solução para os atletas.

?Para provas de distância mais curtas, abaixo de 100 km você tem excelentes bikes de alumínio. Para a maioria das competições no país é o mais recomendado. Os pontos de solda, que antes eram aparentes, agora podem ser escondidos, e tornaram os quadros da bike mais bonitos. Além disso, a bike apresenta menos riscos no transporte para quebras?, referiu o dono da Velodrome.

?A desvantagem para o carbono é que o quadro de alumínio não é reparável, diferentemente do carbono que é. Não é possível trabalhar o alumínio por dentro, ele é uma liga, diferente do carbono que são tramas de fibra unidas?, continuou o perito.

Por fim, disse que as bikes não precisam ser compostas integralmente pelo mesmo material, podem ser ?hibrídas?. Usando o quadro de alumínio, Barreira sugeriu algumas opções que podem ajudar no conforto do ciclista. ?Colocar um canote ou um guidão de carbono são boas sugestões. As bikes de alumínio hoje podem vir com algumas peças de carbono para ajudar no desempenho?, concluiu Barreira.

*Especial para a Gazeta Esportiva

Gazeta Esportiva

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