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Esportes

LBF firma parceria com Unicamp por estudos e possível diminuição do aro

A nova temporada da Liga de Basquete Feminino (LBF) não se limitará apenas às transmissões de 100% dos jogos pela internet como uma de suas inovações. Além de facilitar o acompanhamento de partidas através da web, a competição também firmou uma parceria com a Universidade de Campinas, a Unicamp, para que seja promovido alguns estudos [?]

07:15 | 14/12/2017

A nova temporada da Liga de Basquete Feminino (LBF) não se limitará apenas às transmissões de 100% dos jogos pela internet como uma de suas inovações. Além de facilitar o acompanhamento de partidas através da web, a competição também firmou uma parceria com a Universidade de Campinas, a Unicamp, para que seja promovido alguns estudos com as jogadoras na intenção de realizar possíveis mudanças no jogo, como a diminuição da altura do aro, que hoje figura a 3,05m.

?A Liga nos procurou com algumas ideias para melhorar a dinâmica do basquete feminino. Entre essas conversas surgiu algumas possibilidades, como, por exemplo, a enterrada, que é algo que sempre se fala, mas que não houve mudanças em nenhum país. Nos procuraram para dar evidências, sustentação?, disse a pesquisadora do laboratório de estudos e pedagogia do esporte da Unicamp, Larissa Galatti, à Gazeta Esportiva.

Tornar os confrontos mais plásticos, com um número maior de jogadas de efeito, é uma das estratégias da Liga para atrair mais público para os jogos. No entanto, temendo um desalinhamento em relação aos padrões internacionais, as atletas automaticamente tiveram alguns questionamentos, que foram esclarecidos em uma conversa com os responsáveis pelo projeto.

?Elas ficaram preocupadas com uma coisa interessante. Elas falaram: ?Legal, mas isso vai voltar para a gente? ?. Você vê que elas têm interesse, são pessoas antenadas. Isso foi o primeiro ponto muito positivo. Elas também cogitaram as mudanças. ?E se a gente for jogar um torneio internacional? Estamos aqui na Liga com uma altura diferente?. Foi isso que explicamos para elas. Não vamos fazer mudanças, mas vamos estudar possibilidades e que o primeiro passo é justamente consultá-las?, prosseguiu.

No fim de semana dos dias 7 e 8 de abril do ano que vem, data do Jogo das Estrelas, uma das atividades programadas é o campeonato de enterradas. A altura padronizada atualmente, invariável nas categorias masculina e feminina, impõe grandes dificuldades para que as atletas possam protagonizar lances mais agressivos e impressionantes. Justamente por isso, a possível mudança é vista como um fator positivo.

?Vamos estudar as possibilidades e indicar uma altura que possa dar subsídio, inclusive, para o Jogo das Estrelas, em que haverá um campeonato de enterradas e, quem sabe, com uma altura mais assertiva para isso?, concluiu a estudiosa da Unicamp.

Gazeta Esportiva

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