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Brawn defende mudanças nos motores: ?Manter não é uma opção?

Desde que foi anunciada como a nova detentora dos direitos da Fórmula 1, a Liberty Media tem de lidar com os questionamentos das equipes sobre as mudanças que a organização tenta colocar na categoria automobilística. A principal delas é em relação aos novos motores, que devem ser instalados a partir de 2021, com a iniciativa [?]

16:45 | 14/12/2017

Desde que foi anunciada como a nova detentora dos direitos da Fórmula 1, a Liberty Media tem de lidar com os questionamentos das equipes sobre as mudanças que a organização tenta colocar na categoria automobilística. A principal delas é em relação aos novos motores, que devem ser instalados a partir de 2021, com a iniciativa de torná-los mais baratos e barulhentos, deixando o evento mais atraente.

Apesar das críticas por parte das escuderias, o diretor esportivo da Fórmula 1, Ross Brawn, insistiu que as adaptações são necessárias e as mudanças serão efetuadas para a melhora da categoria. Além disso, o dirigente se mostrou surpreso com as reações das equipes, que deram um parecer positivo nas reuniões.

?Fique bastante surpreso com as reações das escuderias. Estive em algumas reuniões e a partir do que foi discutido achei realmente que estava claro a direção que todos iríamos seguir, juntos, pois todos concordaram com os objetivos que os motores devem alcançar para o futuro?, disse Brawn, em entrevista à Auto Bild.

O dirigente da F1 ainda fez questão de deixar claro a posição da categoria, que não admite manter os motores atuais, mas deixou aberto para que as equipes deem suas opiniões e ajudem na evolução como um todo. ?Estamos discutindo para chegarmos a um consenso. Vamos ouvir tudo os que os fabricantes tem para falar. Se eles tiverem as melhores soluções ouviremos, mas manter as unidades de potência atuais não é uma opção?, comentou o diretor esportivo.

A primeira equipe a se manifestar publicamente contra os novos motores foi a Ferrari. Depois, a Mercedes também declarou não apoiar a iniciativa. Única escuderia a participar de todos os Grandes Prêmios desde 1950, a equipe italiana é tratada como parte essencial da Fórmula 1, mas Brawn não escondeu que tudo será resolvido a partir de negociações.

?Claro que não queremos perder a Ferrari. É uma troca mútua para ambas as partes e perder seria difícil. Porém, todas as parcerias possuem limites?, revelou. ?Tudo é uma questão sobre o que cada um pode ceder. Queremos encontrar soluções para manter todos na Fórmula 1, pois são parte importante e pessoas que temos de ouvir?, finalizou Ross Brawn.

 

Gazeta Esportiva

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