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Para Joaquim Grava, Cueva em campo contra o Botafogo foi um erro

Joaquim Grava foi polêmico ao comentar sobre a presença de Christian Cueva em campo durante o duelo entre São Paulo e Botafogo, neste domingo, no Pacaembu. Na opinião do consultor médico do Corinthians, o meia peruano não deveria ter sido acionado pelo técnico Dorival Jr, e o departamento médico do clube teria a obrigação de [?]

22:15 | 19/11/2017

Joaquim Grava foi polêmico ao comentar sobre a presença de Christian Cueva em campo durante o duelo entre São Paulo e Botafogo, neste domingo, no Pacaembu. Na opinião do consultor médico do Corinthians, o meia peruano não deveria ter sido acionado pelo técnico Dorival Jr, e o departamento médico do clube teria a obrigação de alertar o treinador a respeito dos riscos de lesão que um dos principais atletas do elenco estava sujeito.

?Não podemos ser contraditórios. Um jogador que ficou igual ao Cueva ficou não pode jogar nenhum minuto, pode ter uma lesão aos cinco minutos de jogo. Ele jogou 32 minutos. Ficou sem treinar, sem se cuidar. Tem jogador que com cinco minutos se machuca, tem jogador que não. Se eu tivesse que dar uma orientação, ele não ficava nem no banco?, disse Joaquim Grava, convidado do programa Mesa Redonda, da TV Gazeta.

Ausente no treinamento do São Paulo que antecedeu a partida ante os botafoguenses, Cueva sequer havia sido relacionado para a partida deste domingo. Entretanto, chegou de última hora ao estádio e se juntou ao restante dos seus companheiros surpreendentemente. Depois de garantir vaga ao Peru para a Copa do Mundo, o que não acontecia há 36 anos, o meia, ao que tudo indica, se excedeu nas comemorações, mas tratou de mostrar comprometimento, sendo, inclusive, aproveitado no confronto.

Já em relação ao desempenho do rival nesta temporada, Joaquim Grava acredita que o São Paulo ainda está se adaptando à uma nova realidade. Se antes o Tricolor era acostumado a ser apontado como um exemplo de gestão, além de colecionar uma série de títulos, agora o clube do Morumbi precisará correr atrás do prejuízo por ter se acomodado.

?Os jogadores hoje em dia passam no consultório e nem sabem o nome do médico do time deles. Então, eles não criam um comprometimento com quem precisa prestar serviço. Você precisa dar tempo para a comissão técnica trabalhar. Ninguém consegue fazer um time jogar com dois, três meses. Você precisa de anos e tem que ter uma retaguarda. O São Paulo foi um dos grandes pioneiros dessa retaguarda. Fisiologia, departamento médico, investimentos grandes. O São Paulo ainda está se adaptando a um novo modo de planejar uma equipe?, completou o médico homônimo ao CT do Corinthians.

Gazeta Esportiva

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