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Massa se diz envergonhado por assalto, mas não vê GP ameaçado

Único brasileiro no grid da Fórmula 1, Felipe Massa comentou o assalto a uma van da Mercedes, na noite da última sexta-feira, em frente ao Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Indagado sobre o ocorrido, o piloto da Williams se disse envergonhado como anfitrião da corrida a ser realizada neste domingo. ?Sem dúvida (estou envergonhado). [?]

18:00 | 11/11/2017

Único brasileiro no grid da Fórmula 1, Felipe Massa comentou o assalto a uma van da Mercedes, na noite da última sexta-feira, em frente ao Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Indagado sobre o ocorrido, o piloto da Williams se disse envergonhado como anfitrião da corrida a ser realizada neste domingo.

?Sem dúvida (estou envergonhado). Esperamos um país seguro, onde possamos educar as crianças, com hospitais de bom nível. É muito triste quando ouvimos problemas como esse. Por ser brasileiro, você se sente parte do problema. É uma tristeza grande não só para quem sofreu o problema, mas para quem ouve, sendo brasileiro. Isso mostra o quanto o nosso país precisa melhorar em tantas áreas?, lamentou o piloto.

Felipe Massa, que anda escoltado pelas ruas de seu país, disse que a manutenção do GP do Brasil no calendário da F1 não deve correr riscos em função do assalto a membros da Mercedes ? a etapa nacional tem contrato válido até 2020.

?Corremos no México também?, argumentou. ?Não acho que isso seja o problema para tirar a corrida do Brasil. É um problema para as pessoas que comandam a segurança deixar as pessoas que vêm seguras, o que não é fácil?, avaliou Massa, que largará em nono lugar neste domingo.

Após o treino classificatório, em que levou a sua Mercedes à barreira de pneus, Lewis Hamilton mostrou-se revoltado com o assalto da última noite e pediu mais segurança a todos na F1. ?Quando fiquei sabendo isso fiquei horrorizado com o que aconteceu. Sou muito próximo dos caras com quem trabalho. Você pode imaginar o que eles sentiram?, disse o britânico, fã confesso de Ayrton Senna.

?A coisa mais frustrante é eu vir para cá há dez anos e sempre isso acontecer com alguém do paddock. As coisas devem melhorar para todos. As pessoas que estão no topo também precisam tomar alguma medida. Eu estou seguro, os chefes estão seguros. O Brasil é um grande lugar, com uma grande cultura?, ponderou.

?As pessoas são lindas, a energia é maravilhosa. Nunca vi nada de perigoso acontecendo, mas é claro que há muita probabilidade aqui. Não quero apontar coisas negativas, porque há muitas coisas positivas quando a gente vem para cá. Amo vir para cá. Mas eu espero que alguma coisa possa melhorar para isso não acontecer de novo?, concluiu o tetracampeão.

Com 36 pontos, o brasileiro da Williams ocupa a modesta 11ª colocação do Mundial de 2017, o seu último como piloto da Fórmula 1. Após correr no circuito paulista, neste domingo, às 14 horas (de Brasília), o piloto de 36 anos se despedirá de vez da categoria no dia 26 de novembro, no GP de Abu Dhabi.

Gazeta Esportiva

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