Participamos do

Hamilton critica asa móvel e carro de 2018: ?Será como dirigir um ônibus?

Tetracampeão da Fórmula 1, Lewis Hamilton largou da última posição no Grande Prêmio do Brasil e fez uma belíssima corrida de recuperação. Chegou a liderar a prova em determinado momento, porém acabou terminando fora do pódio, na quarta colocação. Apesar das muitas ultrapassagens, o britânico lamentou o fato de ter feito a maioria delas usando [?]
16:30 | Nov. 16, 2017
Autor O POVO
Foto do autor
O POVO Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Tetracampeão da Fórmula 1, Lewis Hamilton largou da última posição no Grande Prêmio do Brasil e fez uma belíssima corrida de recuperação. Chegou a liderar a prova em determinado momento, porém acabou terminando fora do pódio, na quarta colocação. Apesar das muitas ultrapassagens, o britânico lamentou o fato de ter feito a maioria delas usando a asa móvel.

Para o piloto da Mercedes, o DRS é utilizado para mascarar problemas conceituais e estruturais nos carros da Fórmula 1: ?Honestamente, nenhuma destas ultrapassagens foi realmente especial para mim. Eu não sou um grande fã do DRS. Embora eu pense que o DRS possibilita a ultrapassagem, é como um band-aid para melhorar uma falha no conceito do carro da Fórmula 1: você não consegue andar próximo. Você se aproxima para usar o DRS, o que não é como no kart ? quando você precisa se aproximar para só aí pensar em passar?.

Hamilton afirmou que os carros foram ?fantásticos? nesta temporada, mas que existes falhas evidentes no design dos deles, e que este fator precisa de cuidados para melhorar, em vista do futuro da categoria. Em relação ao carro de 2018, a opinião muda um pouco.

Seja assinante O POVO+

Tenha acesso a todos os conteúdos exclusivos, colunistas, acessos ilimitados e descontos em lojas, farmácias e muito mais.

Assine

No ano que vem, o número máximo de unidades de potência disponível para a temporada toda ? 21 corridas ? será de apenas três. Neste ano, eram quatro peças à disposição e vários pilotos já foram punidos por exceder o limite. Assim, o número reduzido de motores tem deixado Hamilton preocupado com o modo que precisará guiar seu carro para não desgastar as peças e estourar o limite imposto.

?Com certeza será pior. Teremos de pilotar igual no Endurance (campeonato de corridas de longa duração). Já temos a limitação do combustível. Com a chegada do Halo (dispositivo de segurança) será como dirigir um ônibus. Os carros serão pesados como na Nascar, as distâncias de frenagens serão maiores. Isso não é o que queremos como pilotos. Não estaremos usando o máximo do nosso potencial?, disparou em entrevista ao site ao veículo Tuttosport.

A Fórmula 1 desembarca em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, para a última etapa da temporada, que será realizada entre os dias 24 e 26 de novembro.

Gazeta Esportiva

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente