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MPF-RJ denuncia Nuzman por corrupção e outras três infrações

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) abriu, nesta terça-feira, uma denúncia por corrupção contra o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Carlos Nuzman, o ex-diretor de operações e marketing do COB Leonardo Gryner, o ex-governador Sérgio Cabral, o empresário Arthur Soares e os senegaleses Papa Massata Diack e Lamine Diack. Ao lado [?]

14:15 | 18/10/2017

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) abriu, nesta terça-feira, uma denúncia por corrupção contra o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) Carlos Nuzman, o ex-diretor de operações e marketing do COB Leonardo Gryner, o ex-governador Sérgio Cabral, o empresário Arthur Soares e os senegaleses Papa Massata Diack e Lamine Diack. Ao lado de Gryner, o ex-mandatário do COB ainda foi indiciado por organização criminosa, mas ainda responderá sozinho por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Segundo a denúncia efetivada pelo MPF-RJ, Cabral, Nuzman, Soares e Gryner atuaram junto com os dirigentes senegaleses em um esquema de compra de votos, com pagamento de dois milhões de dólares, para garantir vantagem ao Rio de Janeiro na eleição da cidade-sede para os Jogos Olímpicos de 2016.

Carlos Nuzman e Leonardo Gryner foram equiparados a funcionários públicos na denúncia, já que tanto o COB e o Comitê Organizados dos Jogos Olímpicos eram gestores de verbas públicas. Além disso, os dois comitês, segundo a Lei Pelé, são responsáveis por representar o país em eventos olímpicos e pan-americanos.

?A despeito de tratar-se de uma ?pessoa jurídica de direito privado?, o Comitê Olímpico Brasileiro, por meio de seus dirigentes, representa a República Federativa do Brasil em eventos esportivos internacionais, recebe verba pública (que representa a maior parte de seu orçamento) e, ainda, exerce uma atividade típica da Administração Pública Federal ao fomentar e organizar as atividades desportivas olímpicas no Brasil?, explicam na denúncia os procuradores da República integrantes da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro.

?Onde existe verba pública, existe dever de probidade e existe a responsabilidade daqueles que a gerem, podendo, portanto, ser responsabilizados quando atuarem em contrariedade ao que determina a lei?, completam.

Além da condenação por todos os crimes especificados, a denúncia ainda pede aos acusados a reparação por danos materiais no valor de R$ 6,34 milhões e por danos morais no valor de R$ 1 bilhão.

O ex-presidente do COB está preso na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na cidade do Rio de Janeiro, desde o dia 5 de outubro, quando teve decretada prisão preventiva após pedido do juiz Marcelo Bretas.

O motivo para a prisão teria sido a tentativa de ocultação bens por parte de Nuzman após a polícia ter cumprido um mando de busca em sua casa no mês passado. Entre estes bens, estariam valores em espécie e 16 quilos de ouro escondidos em um cofre na Suíça.

Gazeta Esportiva

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