PUBLICIDADE
Esportes

F1 planeja sensor em pilotos para melhorar atendimento em acidentes

A tecnologia parece cada vez mais estar fazendo parte da Fórmula 1. A principal categoria do automobilismo planeja para o ano que vem a implementação de sensores nas luvas dos pilotos para monitorar suas condições físicas e psicológicas durante a corrida e após acidentes nas pistas. A principal intenção é fazer com que os médicos [?]

01:45 | 06/10/2017

A tecnologia parece cada vez mais estar fazendo parte da Fórmula 1. A principal categoria do automobilismo planeja para o ano que vem a implementação de sensores nas luvas dos pilotos para monitorar suas condições físicas e psicológicas durante a corrida e após acidentes nas pistas. A principal intenção é fazer com que os médicos saibam o que está se passando com cada nome do grid antes de chegarem para atendê-los, por exemplo, depois de uma colisão.

O sensor, de apenas três milímetros, seria capaz de monitorar os batimentos cardíacos e a quantidade de sangue no corpo. Projetos ainda mais elaborados, como a medição da temperatura do corpo e taxa respiratória.

Nesta temporada Mercedes, Ferrari e Red Bull testaram o sensor em questão durante o fim de semana do GP da Hungria. Agora, resta apenas decidir em qual região o sensor será instalado. O projeto que pode ser responsável por fazer a diferença em uma série de atendimentos de acidentes é apoiado pelo Global Institute for Motor Sport Safety, Instituto Global de Segurança Automobilística, em tradução livre.

?Nós sabemos que o monitoramento de pessoas é essencial em termos de cuidados médicos. Pilotos em acidentes não são diferentes. Gostaríamos de começar monitorando e os acessando o mair rápido possível, mas o equipamento que estamos usando atualmente é relativamente volumoso e apenas posto em prática após o acidente ter acontecido?, disse o delegado médico da Federação Internacional de Automobilismo, Dr. Ian Roberts à revista da entidade.

 

Ian Roberts crê que o atual sistema do sensor pode ajudar a equipe médica em acidentes como o de Carlos Sainz, no último treino livre para o GP da Rússia de 2015, quando o piloto espanhol colidiu com a barreira de pneus e acabou embaixo dela, dificultando o acesso dos profissionais ao seu carro.

?O monitoramento preciso era impossível até chegarmos lá, e obviamente não conseguimos fazer até as barreiras serem removidas. Se tivéssemos o monitorando, poderíamos ter planejado nosso resgate ainda melhor do que fizemos. Com essa nova tecnologia, no momento que um piloto sofre um acidente, receberemos análises psicológicas e biométricas, então ele segue sendo monitorado do ponto zero até os primeiros socorros?, concluiu o delegado médico da FIA.

 

 

Gazeta Esportiva

TAGS